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18 de março: Ir às ruas para que a história não se repita

2656785Vamos às ruas nesta sexta-feira, em todo o Brasil, na defesa dos direitos sociais, da democracia e contra o golpe. No momento em que a jovem democracia brasileira sofre diversos ataques, a CUT, os movimentos e os lutadores e lutadoras sociais não podem deixar de cumprir o seu papel histórico de se manifestar, se posicionar e apontar caminhos para o país.

Janeslei Aparecida Albuquerque

Secretária Nacional de Relação com os movimentos sociais da CUT

É isto o que está em jogo. Que caminho o país vai seguir? É o do aprofundamento das transformações sociais e da democracia, iniciado em 2003, com sentido de superação das ultrajantes desigualdades sociais, defendido por nós; ou o da reafirmação de privilégios, do autoritarismo, da injustiça e do ataque aos direitos e conquistas da classe trabalhadora?

É justamente as respostas a essas perguntas que faltam aos manifestantes que foram às ruas no último domingo. É claro que repudiamos a corrupção, uma prática que nos assola desde a colonização. Defendemos a apuração dos fatos e a punição dos culpados, mas também o cumprimento da lei, do processo legal e o direito à ampla defesa, o qual vem sendo diariamente cerceado, especialmente pelas famílias que controlam as empresas de comunicação e escolhem quem condenar e quem proteger, independente da falta de provas ou da abundância delas, apenas de acordo com seus interesses.

A perplexidade com as sucessivas afrontas à democracia e à Constituição por parte do judiciário e do parlamento não nos paralisa, pelo contrário nos indigna e faz ir à frente. A denúncia dos agentes do golpe, de seus métodos e interesses faz parte da nossa luta. O enfrentamento ao ódio e a intolerância dos que tentam nos intimidar também.

Aprendemos com a história que nossa força não está no poder econômico, no aparelhamento dos meios de comunicação, nem das instituições de Estado como temos visto acontecer diariamente. Esses são instrumentos de nossos adversários, daqueles que projetam um Brasil para poucos, em detrimento da maioria do povo brasileiro.

Nossa força está no país que ousamos sonhar e construir. Está na clareza de que não nos interessa um futuro em que nosso povo não tenha vida digna, direito à terra, ao trabalho e a cidadania. Tão pouco nos interessa um futuro que repete o passado, no qual as crises econômicas produzidas pelos mais ricos são pagas pelas trabalhadoras e trabalhadores.

Nossa força é tão grande quanto maior nossa unidade e identidade em torno desse sentido transformador. Os movimentos sociais e populares têm compreendido a urgência disso e buscado unificar suas lutas. Dia 18 será mais um momento de expressar essa força, na defesa da democracia e contra as tentativas de golpe.

Nossas organizações e lideranças estão sob ataque, vamos às ruas enfrentar as tentativas de inviabilizar o mandato legítimo da Presidenta Dilma e combater a perseguição à liderança histórica do ex-presidente Lula.

Vamos às ruas porque esse golpe não é contra um governo ou uma pessoa, é contra nossas conquistas, é contra nossa soberania, é contra nosso futuro. Vamos às ruas para dizer que a história não se repetirá em golpe mais uma vez!

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