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A Juventude Negra da DS tem a sua cara

Foi realizado, nos dias 11, 12 e 13 de setembro, na cidade de Salvador, Bahia, o primeiro seminário da Juventude Negra da DS. O objetivo do encontro era formar politicamente as negras e os negros jovens da nossa tendência e construir uma agenda política esse segmento.

O Seminário contou com a presença da Diretora de Mulheres da UNE, Fabíola Paolino da Silva; o Diretor de Combate ao Racismo da UNE, Clédisson Júnior; a Secretária Nacional de Juventude da CUT, Rosana Souza; o Coordenador Nacional do Fórum de Juventude Negra, Jairo Hely; a companheira da JN13, Ana Carolina Silva, que é membro da executiva nacional da JPT; além de jovens de 9 estados (MG/ SP/ BA/ RJ/ RS/ CE/ PE/ AL/ DF) onde já estamos organizados.

O Seminário teve dois momentos. O primeiro foi um espaço de formação que propôs uma reflexão sobre a luta do povo negro no seio da sociedade brasileira, apresentada pelo Professor e Ogan Valdo Lumumba, que resgatou a história dos nossos antepassados, a relação entre racismo e concentração de renda no Brasil e a trajetória do Movimento Negro. Também participou desse primeiro momento o Vereador da Cidade do Salvador Gilmar Santiago (PT), que apresentou as principais políticas públicas em andamento para a promoção da igualdade racial e a responsabilidade do Partido dos Trabalhadores à frente dessas formulações.

Fechando o espaço de formação, houve a explanação do Professor Damásio Fernandes, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo da Bahia, que organiza a atuação do poder publico numa perspectiva do combate ao Racismo Ambiental. Essa forma de exercício do racismo se identifica principalmente pela falta de saneamento básico nas comunidades mais carentes, periféricas  e tradicionais (quilombos), todas habitadas, em sua grande maioria, por populações afro-descendente. Isso resulta em degradação ambiental e prejuízos direcionados, em que se torna evidente o resultado catastrófico da hierarquização que os seres humanos estabeleceram entre si e entre eles e o meio natural.

O segundo momento consistiu em um espaço de organização. Foram identificados os desafios, as potencialidades e os limites apresentados pela nossa militância, a fim de direcionar a política desenhada nesses três dias de intenso debate e formulação política.

Formularam-se intervenções para os espaços nos quais estamos inseridas e inseridos, como na União Nacional dos Estudantes (UNE), nas diretorias de Combate ao Racismo e de Mulheres; bem como na Central Única dos Trabalhadores (CUT), na secretaria nacional de juventude; nos Fóruns de Juventude Negra (FONAJUNE). Também tratou-se dos desafios encontrados na direção da Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) e na organização da Juventude Negra do Partido dos Trabalhadores (JN13).

Foi instituída uma comissão que irá cuidar da agenda política referente à questão racial na juventude e o acompanhamento dos estados onde existe militância negra organizada, além de fomentar a organização dos negras e negros jovens da DS nos estados onde isso ainda não há. Também definniu-se que devemos fortalecer o coletivo o “Enegrecer”, impulsionado pela militância da DS, que tem como eixo apresentar a política da nossa corrente nos espaços em que a nossa jovem militância negra atua.

A realização desse seminário marcou um novo momento na organização da juventude da Democracia Socialista, em especial, da sua militância negra. Foi vitoriosa a realização do encontro em si, e certamente, os encaminhamentos dele fortalecerão a nossa elaboração programática, garantindo coesão organizativa e formação socialista.

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