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Ação feminista na construção de outro mundo

Ato de 8 de março lançará Carta que irá percorrer o globo.

A Marcha Mundial de Mulheres está organizando duas grandes ações nesse início de 2005. A primeira delas, a construção e a atuação no Fórum Social Mundial. Pouco mais de um mês depois, no dia 8 de março, a Marcha pretende reunir 30 mil mulheres nas ruas de São Paulo, no ato que lançará a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade.

Desde o seu surgimento até agora, a Marcha Mundial das Mulheres se consolidou como uma articulação feminista internacional. Nestes cinco anos, construiu sua força e legitimidade organizando as mulheres em torno a uma agenda radical anticapitalista e antipatriarcal. Neste trajeto, utilizou como estratégia fortalecer a auto-organização das mulheres, concomitante com a presença nos movimentos sociais, dentro de uma perspectiva de construção de um projeto que incorpore o feminismo e as mulheres como sujeitos políticos.

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Preparação em Porto Alegre

A Marcha é parte do processo dos Fóruns Sociais e da Rede Mundial de Movimentos Sociais porque acredita que a construção de um movimento global de movimentos é parte de nossa longa marcha pela auto-determinação, a justiça social e econômica, a paz, a democracia e a igualdade.

Em 2005 estaremos outra vez ativas na construção do Fórum Social Mundial, nas salas de debate e nas ruas, compartilhando idéias e estratégias com redes como a Remte, a Via Campesina, Diálogo Sul-Sul e muitas outras. A programação da Marcha no FSM está em http://mmm.softwarelivre.org. Já estão programados uma assembléia da Marcha (veja mais na página 4) e o funcionamento de um laboratório de ação feminista; o ponto de encontro será a Tenda da Solidariedade. Também a próxima reunião da coordenação nacional ampliada da Marcha acontecerá em Porto Alegre, nos dias 24 e 25 de janeiro, nas vésperas do Fórum.

Um ato inesquecível

Já no dia 8 de março de 2005, mulheres de todo o Brasil vão pintar de lilás as ruas da maior cidade da América do Sul. Esperam-se pelo menos 30 mil mulheres para a maior manifestação de rua da história do Dia Internacional da Mulher no país, buscando congregar, nesse tempo e nesse espaço, a diversidade que nos caracteriza. Mulheres de todas as cores, religiões, idades e áreas de militância estarão presentes para escrever essa página na história da luta das brasileiras.

Para dar conta dessa pluralidade, além de abarcar o tamanho do nosso Brasil no rosto de cada mulher e no todo da manifestação, organizaremos um ato de rua, dialogando com as mulheres que, todos os dias, transitam pelas ruas de São Paulo. Iremos recorrer a símbolos que nos são caros na afirmação da importância do feminismo como elemento transformador da realidade; símbolos que reforcem o papel que ele cumpriu até agora e tudo o que temos ainda para conquistar.

Nesse dia será lançada a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, resultado de um longo processo de participação e convergência. O texto final foi aprovado no 5º Encontro Internacional da Marcha, que ocorreu de 5 a 12 de dezembro em Kigali, Ruanda.

A Carta sairá de São Paulo dando início a um percurso mundial de protesto, denúncia e construção de alternativas pelos cincos continentes. Ela passará de um povo a outro, de uma região a outra, até o dia 17 de outubro, quando chegará a Ouagadogou, em Burkina Faso. Nesse dia, ocorrerá uma mobilização internacional, chamada de 24 horas de ação de solidariedade feminista mundial, na qual os países farão 1 hora de ação das 12 às 13 horas, percorrendo no sentido do fuso horário. Com esta mobilização internacional, queremos demonstrar nossa organização e capacidade de mobilização, ao mesmo tempo em que levaremos às ruas nossa voz e o chamado à construção de um mundo de igualdade, liberdade, democracia, justiça e paz.

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