Home / Conteúdos / Artigos / Dirigentes da CSD na CUT: Acreditar na luta e apostar na vitória

Dirigentes da CSD na CUT: Acreditar na luta e apostar na vitória

“Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer”

(Geraldo Vandré)

 

 

Por Daniel Gaio, Janeslei Albuquerque, Milton Rezende e Rosana Fernandes, dirigentes da CSD – CUT Socialista e Democrática na Executiva Nacional da CUT

 

Os clássicos versos de Geraldo Vandré se renovam em um momento no qual um governo ilegítimo busca retroceder em direitos e conquistas a um período anterior ao da própria ditadura militar que os inspirou. Mais do que resistir a esses retrocessos é preciso acreditar e apostar na vitória da classe trabalhadora. É possível derrotar o governo, impedir os desmandos e restabelecer a democracia agora, não no futuro. Está cada vez mais claro que esta é a vontade da maioria do povo brasileiro.

A histórica Greve Geral do último dia 28 de abril parou o Brasil e teve como base a unidade da classe trabalhadora, através das centrais sindicais, e a reafirmação da unidade da esquerda, através das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. A ampla adesão, organizada e espontânea, e as manifestações de apoio de importantes instituições como a CNBB, a OAB, o MPT e de artistas e intelectuais dos mais variados segmentos demonstram a sintonia da nossa luta com os anseios da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

A adesão à greve foi impactante. Os trabalhadores/as atenderam ao chamado e cruzaram os braços, ficaram em suas casas ou foram a uma das centenas de manifestações nas ruas. A resistência à greve não veio do povo querendo chegar aos seus locais de trabalho, mas da mídia tentando projetar uma realidade paralela na véspera e no dia da mobilização, do governo com bravatas de seus atônitos e imorais porta-vozes e da polícia militar que não nega suas origens e mente, prende e bate naqueles que lutam por seus direitos, a mando dos que querem retirá-los. Ao fim do dia, com a consolidação da narrativa vitoriosa da greve impulsionada pela cobertura da imprensa alternativa e colaborativa nas redes sociais, nem mesmo a mídia mais reacionária pode deixar de mostrar a força da mobilização.

O impacto positivo da jornada de lutas contra as reformas que se iniciou no dia 8 de março, passando pelos dias 15 e 31 de março e tem seu ponto alto mais recente no último dia 28 de abril, só nos mostra que é necessário continuar a luta. Conseguimos retardar a tramitação da famigerada Reforma da Previdência, mas os golpistas avançaram por outros flancos com a terceirização e reforma trabalhista. Os sinais enviados, desde o dia 28, são de arrogância e desprezo em relação à opinião majoritária da população brasileira, seja sobre o governo golpista, seja sobre as reformas em curso. Por isso é fundamental levar o recado à Brasília, da forma mais contundente que pudermos, e fazer os poderosos enjaulados no Congresso e no Planalto entenderem que não haverá submissão a reformas contra o povo e contra a democracia. É preciso, se necessário, construir outra greve e mostrar que não haverá sossego até que tirem as mãos de nossos direitos.

O que está em jogo são conquistas de décadas de luta, é a reposição da democracia brasileira. É o lugar da esquerda no presente e no futuro e de um projeto nacional de desenvolvimento soberano, sustentável, que promova a justiça social e supere as desigualdades. A força da candidatura do ex-presidente Lula, mostra a adesão do povo a um projeto popular, mas não é hora de esperar até 2018. É hora de acreditar na luta, apostar na vitória, e realizar nossos sonhos no tempo presente.

Nenhum Direito a Menos! Fora Temer!

Diretas Já! Por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político!

Veja também

Nalu Faria: Não há socialismo sem feminismo! Não há feminismo sem socialismo!

Tratar a luta feminista como uma questão identitária tem o mesmo sentido de análises em termos de contradição principal e secundária

Comente com o Facebook