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Biografia de pioneira do feminismo será lançada em Uberaba

153260Com informações do Blog Lucilia-Rosa Vermelha

Na próxima sexta-feira (13), acontecerá a noite de autógrafos do livro “Lucilia – Rosa Vermelha”, no Centro Cultural Cecília Palmério, no câmpus-Centro da Uniube, em Uberaba.  O evento começará as 19h.

O livro é uma biografia da pioneira do feminismo na cidade Lucilia Soares Rosa. Ela foi uma das 17 primeiras vereadoras de Minas Gerais, eleita aos 35 anos, em 1947, em Campo Florido, no Triângulo Mineiro. Lucilia pertencia ao PSD (Partido Social Democrático), embora fosse ligada ao então clandestino PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos. O documentário “Lucilia: 90 Anos de Memória”, produzido por então estudantes de jornalismo em 2002, entre eles a jornalista Tereza Ávila, também será exibido durante o evento.

Em março do ano passado, a presidenta Dilma Rousseff reverenciou a trajetória de Lucilia em discurso oficial, após assinar protocolo de intenções da Petrobras para a implantação da Unidade de Fertilizantes e de um gasoduto em Uberaba, no valor de cerca de R$ 3 bilhões de reais. Eis as palavras de Dilma:

– Neste mês em homenagem à luta internacional das mulheres, queria homenagear uma mulher muito corajosa aqui de Uberaba. Dona Lucila Soares Rosa, que faleceu aos 98 anos. Foi uma das primeiras vereadoras de Minas Gerais. Não foi vereadora numa época em que era fácil. Foi vereadora numa época em que a discriminação era mais forte. Participou de movimento sem se deixar intimidar ou esmorecer. Portanto, a minha homenagem à dona Lucila.

Em uma das orelhas do livro, o professor de economia da UFMG e militante da DS, Juarez Guimarães, destaca três razões para se ler a publicação. Entre as quais diz que “possivelmente tocados pela grandeza e generosidade da vida que narravam, os autores construíram uma verdadeira história social da esquerda do Triângulo Mineiro. Isto é, a própria memória das ‘pessoas humildes sem história’ – com suas cores, seus retratos, suas aventuras e fracassos, utopias e esperanças”.

A outra orelha do livro é assinada pelo proprietário da Editora Bertolucci e membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Carlos Alberto Cerchi. Avalia ele que a obra “traz uma extraordinária contribuição à pesquisa histórica, lançando luzes para desfazer o mito existente sobre o conservadorismo interiorano”.

Leia abaixo o texto completo do companheiro Juarez Guimarães, publicado na orelha do livro. 

“Há três razões e um sentimento que convergem para a leitura deste livro magnífico. A primeira razão é que estamos diante de uma autêntica heroína do povo brasileiro, destas cuja exemplaridade não se esgota em um gesto ou episódio, mas se desdobra ao longo de todas as conjunturas do Brasil no século 20. Já havíamos aprendido com Carlos Drummond a poesia de uma vida inteira gauche, soprada por um anjo torto. Agora, sabemos da paixão de uma vida toda tecida à esquerda, no feminino e no seu imenso cosmos de solidariedade.

A segunda razão é que, possivelmente tocados pela grandeza e generosidade da vida que narravam, Luciana Vilela e Luiz Alberto Molinar construíram uma verdadeira história social da esquerda do Triângulo Mineiro. Isto é, a própria memória das “pessoas humildes sem história” – com suas cores, seus retratos, suas aventuras e fracassos, utopias e esperanças – vêm à tona, escavados, reconstituídos, repostos em sua plena humanidade.

Uma razão terceira é a comunicação aberta das causas que alentaram a vida de Lucilia com o futuro do Brasil. No exato momento em que é eleita a primeira presidente do Brasil, também com uma vida tecida à esquerda, este belo livro vem à luz, como a nos relembrar a raiz, as origens.

Por fim, um sentimento: uma vida tão bela, como diz o poeta, é uma alegria para sempre. Ao terminar a leitura deste livro, saímos crescidos em nossa humanidade”.

Juarez Guimarães

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