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Curso de Formação da JDS debate construção do socialismo e a dimensão antirracista na revolução democrática

203584Por Isabelle Azevedo *

No segundo dia (05/04) de debates do Curso Nacional de Formação da Juventude da Democracia Socialista, que está sendo realizada em Fortaleza, no Ceará, a juventude iniciou os trabalhos com o painel que tinha como tema a Construção Socialista do PT.

A partir do texto de Ernest Mendel, teórico de referência para a corrente, Joaquim Soriano, da direção nacional da DS, fez um resgate histórico dos conceitos de partido, revolução e consciência. “É preciso tentar compreender a luta para vinculá-la a um projeto estratégico”, afirmou Soriano.

Já no segundo momento, ainda na parte da manhã, a discussão concentrou-se no PT e os rumos do partido para a sua organização. “O partido num certo sentido ainda está em construção”, avaliou Soriano ao falar sobre o funcionamento dos setoriais e o processo do PED.

O pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, Elmano de Freitas (PT), esteve presente na atividade fazendo uma saudação para os (as) jovens de diversos estados que participam do curso. Elmano fez uma análise de conjuntura sobre o processo de escolha do candidato petista para disputar as eleições municipais e a composição das alianças políticas. Hoje, a Prefeitura da capital cearense é governada pela petista Luizianne Lins, que também é militante da Democracia Socialista.

Antirracismo

“A dimensão antirracista na construção da Revolução Democrática” foi o tema do painel realizado no período da tarde. Clédisson Júnior (MG), João Gabriel (CE) e Ana Carolina (BA) expuseram o resultado dos debates realizados no último Ativo Nacional de Negros e Negras da DS, realizado em Salvador, no último mês de março.

Ao apresentar a dimensão antirracista dentro do programa da DS, Clédisson Júnior explicou a situação histórica dos negros e negras na sociedade brasileira e a construção do movimento junto ao PT. Para ele, a militância negra sempre contribuiu com o PT. “A disputa de sociedade que queremos travar não é dissociada da luta da população negra, das mulheres e daqueles que tem uma orientação sexual diferente”, afirmou.

Segundo João Gabriel, o Brasil ainda tem resistência em enfrentar o problema do racismo. “São anos e anos de teorias que oprimem a população negra. Para esta população é sempre a reprodução das opressões: do racismo, do machismo, da homofofobia”, pontuou Gabriel ao avaliar os diversos problemas enfrentados pelos negros e negras.

Para Ana Carolina, apesar do cenário histórico apresentado, “os negros e negras começam a ver um cenário um pouco melhor do que se tinha há oito anos atrás”. Ana Carolina apresentou um panorama das políticas públicas para a população negra no Brasil, citando a criação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e de políticas transversais empreendidas pelo governo federal.

No primeiro dia do curso, na quarta-feira (4), os participantes assistiram a um painel sobre revolução democrática e a construção do socialismo, com Juarez Guimarães. Na parte da tarde o debate foi sobre o Feminismo e o socialismo, com Nalu Farias. O Curso Nacional de Formação da DS vai até o próximo dia 8 de abril, com momentos de formação política e de planejamento estratégico da juventude para o próximo período.

* Isabelle Azevedo é jornalista.

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