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Entrevista da Senadora Ana Júlia à Folha de São Paulo

Publicada originalmente no Jornal Folha de São Paulo. Se preferir, clique aqui (só assinantes fsp/uol) e leia a entrevista no seu local original.

No segundo turno da disputa pelo governo do Pará, a senadora Ana Júlia Carepa (PT), 48, tenta colar o rótulo de privatista em seu adversário, Almir Gabriel (PSDB), repetindo a estratégia do PT contra o PSDB na eleição presidencial.

Em entrevista à Folha, ela disse que, se eleito, Gabriel dará prosseguimento à política de privatizações do atual governador, o tucano Simão Jatene. Segunda colocada no primeiro turno, Ana Júlia aparece agora na liderança da disputa.

SÍLVIA FREIRE – DA AGÊNCIA FOLHA

FOLHA – A que a sra. atribui o crescimento que teve nas pesquisas no segundo turno?
ANA JÚLIA CAREPA
– O atual grupo que governa o Estado há 12 anos não correspondeu nas principais políticas públicas. O Pará tem 25% do povo na capital. O restante da população está espalhado, e eles não deram atenção às regiões. Fizeram obras muito concentradas em Belém, que atingiram principalmente a classe média. Eles não conseguiram distribuir renda. A política deles é concentradora.

FOLHA – Caso seja eleita e Lula seja reeleito, qual será sua principal demanda ao governo federal?
ANA JÚLIA – Vamos precisar de recursos para a segurança, saúde, educação, saneamento. O mais importante é que temos um projeto político semelhante ao do presidente -enquanto o BNDES, no governo Fernando Henrique Cardoso, não financiava hospital nem estrada, só financiava as privatizações. Como o Almir Gabriel, que privatizou a Celpa [Centrais Elétricas do Pará], e, se eleito, privatizaria o Banpará.

FOLHA – A estratégia de associar a imagem do PSDB às privatizações está sendo usada também no Pará?
ANA JÚLIA
– Não é estratégia. Trata-se de mostrar o Pará real.

FOLHA – O PMDB vai ter participação em um eventual governo seu?
ANA JÚLIA
– Todos que estão conosco hoje farão parte do governo dentro da nossa proposta. Fomos durante um tempo oposição [ao PMDB], o que é natural na política. Minha trajetória política é muito diferente da do candidato Almir. Ele é cria política do Jader Barbalho.

FOLHA – Jader Barbalho, no entanto, apóia a sua candidatura e a de Lula. Isso causou problemas em relação à militância do seu partido?
ANA JÚLIA – Eu recebo o apoio do PMDB como recebo do PSOL e de lideranças do PSDB. O que é diferente é que eu não fui apadrinhada por Jader Barbalho. Não tem nenhum tipo de constrangimento por estar recebendo o apoio do PMDB.

FOLHA – O Pará tem um histórico de conflitos fundiários. Como a sra. pretende atuar neste assunto?
ANA JÚLIA – Nós vamos fazer a regularização fundiária nas terras do Estado e serei parceira do governo federal para ajudar nos assentamentos. O Estado tem que ser mediador dos conflitos, e não um incentivador.

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