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Instituto promove seminário sobre participação popular e alianças progressistas na AL

399235Na próxima sexta-feira (9), dirigentes de partidos de esquerda do continente, participam do seminário internacional “Até aonde vai a América Latina?”, que acontecerá na sede da Câmara dos Deputados da Argentina, em Buenos Aires. O foco do seminário será a discussão da importância da participação popular e das alianças para a continuidade das experiências progressistas latino-americanas.

O evento é promovido pelo ISEPCi, Instituto de Investigación Social, Económica y Política Ciudadana, com sede na Argentina (Clique aqui para conhecer melhor o instituto). O Brasil será representado pelo ex-secretário-geral do PT e membro da Direção Nacional da DS, Joaquim Soriano, que participará da mesa sobre as alianças progressistas e novas hegemonias pós-neoliberais.

Mudanças na América Latina

Desde 1998, com a chegada de Hugo Chávez à Presidência da Venezuela, foram desenvolvidos numerosos processos políticos populares, progressistas e de esquerda em nossa região. O presidente equatoriano Rafael Correa considera que a América Latina não está passando por uma época de mudanças, mas sim por uma mudança de épocas.

A ruptura com o projeto norte-americano da ALCA, a criação de novas ferramentas regionais de integração, como a UNASUL, a CELAC e a ALBA, junto com o fortalecimento das já existentes, como o Mercosul, com a incorporação da Venezuela como membro pleno, dão conta deste novo marco regional.

Porém, nenhum dos processos políticos da região esteve isento de dificuldades para avançar em um sentudo de progresso. O recente golpe de Estado parlamentar contra Fernando Lugo, no Paraguai, é um sinal de alerta que deve ser analisado com profundidade.

A necessidade de aprofundar as transformações populares na América Latina, diante das pressões para estancar estes processos, ou fazê-los retroceder, nos convida a uma necessária reflexão sobre a importância da participação popular como um mecanismo inevitável para o desenvolvimento da democracia no nosso continente.

As reformas constitucionais na Venezuela, Bolívia e Equador, e os mecanismos de democracia direta ou plebiscitos populares, são uma manifestação dessa necessidade. A participação de um conjunto importante da sociedade nestas práticas democráticas, marca o nível de adesão que essas experiências encontram. Por outro lado, a necessidade do estabelecimento de alianças políticas progressistas, que sejam capazes de resultar em novas maiorias políticas, faz necessária uma reflexão sobre as formas e os mecanismos para construí-las.

* Texto: divulgação ISEPCi.

 

Programação

14h00 : Apresentação

Isaac Rudnik. Diretor do ISEPCi – Instituto de Investigación Social, Económica y Política Ciudadana. Membro da direção nacional do Movimiento Libres del Sur e da Frente Ampla Progressista da Argentina.

14h30 : Distintas etapas na construção de alternativas políticas.

Pablo Stefanoni. Jornalista, diretor do “Nueva Sociedad”. Co-Autor de Debatir Bolivia (2010), Bolivia. Memoria, insurgencia y movimientos sociales (2007) y La revolución de Evo Morales (2006). Autor de la antología y presentación de La Potencia Plebeya (2008) de Alvaro García Linera.

Henrique Ferreira Bueno. Secretário de Relacções Internacionais do Partido del Movimiento al Socialismo (P-MAS) de Paraguai. Ex-assessor do Viceministerio de la Juventud durante a presidência de Fernando Lugo (2011-2012).

Héctor Testa Ferreira. Dirigente do Partido Progressista e da Red SurDA do Chile.

16h30 : Alianças progressistas e novas hegemonias pós-neoliberais

Joaquim Soriano. Membro da Direção Nacional da Democracia Socialista. Ex-Secretário Nacional de Formação Política (2007-2009) e ex-Secretário Geral (2005-2007) do Partido dos Trabalhadores (PT), do Brasil.

Alejandro Sánchez. Deputado Nacional pela Frente Ampla, do Uruguai. Membro da Direção Nacional do “Movimiento de Participación Popular”.

Humberto Tumini. Secretário Geral do “Movimiento Libres del Sur” e membro da Direção Nacional da “Frente Amplio Progresista”, da Argentina.

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