Home / Conteúdos / Artigos / Jornada menor gera empregos e beneficia a saúde do trabalhador, diz Dr. Rosinha

Jornada menor gera empregos e beneficia a saúde do trabalhador, diz Dr. Rosinha

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu, nesta segunda-feira (31/8), a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta está pronta para ir à votação no plenário da Câmara desde o final de junho, quando foi aprovada, por unanimidade, por uma comissão especial criada para sua análise.

“A redução da jornada de trabalho gera empregos, beneficia a saúde e melhora as condições de vida dos trabalhadores”, afirma Dr. Rosinha. “Como a produtividade das empresas brasileiras tem subido nas últimas décadas, o impacto financeiro, para os patrões, será baixo.”

Conforme cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a redução de 44 para 40 horas permitirá a geração de até 2,5 milhões de empregos. A elevação de custo nas folhas de pagamento das empresas seria de apenas 1,9%.

O Dieese revela que a produtividade cresceu 23% no Brasil entre os anos de 2002 e 2008 — ganho que não foi compartilhado com os trabalhadores. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, em sua edição de 2007, revelou que quase um terço dos trabalhadores cumpria jornada superior a 44 horas por semana.

O parlamentar petista observa que, além da própria jornada e das horas-extra, é preciso considerar o tempo gasto com o deslocamento entre a casa e o trabalho e o tempo utilizado em serviços fora das empresas, através do celular ou do computador.

“O trabalho prolongado e intenso tem deixado os trabalhadores cada vez mais doentes”, observa Dr. Rosinha, que é médico. “Com uma jornada reduzida, as pessoas poderão trabalhar menos e viver melhor, e os desempregados, ter acesso a um trabalho”.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se a carga horária de trabalho fosse reduzida das atuais 44 horas semanais para 37 horas, o país teria condições de dar ocupação para toda a população. “Causa-me estranheza notar que grandes entidades patronais tentam combater a diminuição da jornada de trabalho no Brasil com os mesmos argumentos da época da Revolução Industrial, alegando que as empresas irão quebrar”, critica Dr. Rosinha.

A PEC que reduz a jornada de trabalho, de número 231/1995, tramita há 14 anos no Congresso Nacional. Seu texto prevê ainda um aumento do valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. Para ser aprovada, a proposta precisa do voto de, pelo menos, 308 deputados. Na seqüência, seguirá ao Senado.

A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no país foi em 1988, quando a Constituição o reduziu de 48 para 44 horas.

Veja também

Carta ao povo brasileiro

Em texto enviado neste domingo (13) movimento reafirma convicção na inocência de Lula defende seu direito de concorrer às eleições presidenciais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Comente com o Facebook