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Lula e o Rio São Francisco: 2 anos | Antonio Carlos de Freitas Souza

“Quero sorrir e quero ver o meu irmão sorrindo,
a paz do mundo e os corações se abrindo,
eu quero luz em cada amanhecer”

Não foi somente para o céu que há dois anos, homens e mulheres calejadas pela labuta diária e com rostos marcados pelo sol escaldante do sertão, olharam naquele dia de São José. Dia de esperança, dia em que milhões de homens e mulheres guerreiras, esperam com fé a chuva cair como prenúncio de bom inverno no Nordeste. Olharam para o céu com muita fé, mas olharam também com muita alegria e emoção para o chão. Foi pelo chão sagrado do Cariri Paraibano castigado por secas causticantes e por cercas do infame latifúndio, muito mais cruel e perverso, por ser produto do egoísmo e crueldade das nossas elites, que as águas do Velho Chico se encontraram com seu povo, seu dono, os que mais precisam dela.

Foi uma festa, lágrimas, sorrisos, banhos, música, dança e povo, sim o povo. Uma multidão e lá junto com as águas prometidas por muitos, um homem, nordestino brasileiro, mas sobretudo um ser humano, que conhece a realidade daquela gente como poucos. Lula, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente que realizou o que era promessa, promessa antiga, mas que chegava como realidade em forma de água naquele dia.

Água para o povo nordestino, sinônimo de felicidade, de vida melhor, mas que também pode ser chamada de libertação, de liberdade. A mesma liberdade ainda inconclusa do nosso país, do nosso povo. A mesma liberdade que hoje é causa maior da nossa luta por justiça, igualdade e dignidade. Luta por democracia, luta contra esse absurdo ameaçador que tenta transformar em vão nossa esperança em medo. A sede de água do povo Nordestino começou a ser amenizada com a transposição do São Francisco. A sede de justiça, de igualdade, de democracia continua em suas várias lutas, dentre elas uma muito importante, assim como as águas do Velho Chico corre livre pelos sertões, para um Brasil livre, democrático e soberano, lutemos todos nós por Lula Livre!

A Fundação Perseu Abramo produziu na ocasião um documentário, Lula em Monteiro, que merece ser visto novamente. Confira aqui.

Trecho da música composta por Dejinha de Monteiro para receber Lula e as águas em Monteiro na Paraíba, por ocasião da transposição do Rio São Francisco.​

 

Antonio Carlos de Freitas Souza é militante da Democracia Socialista e do Diretório do PT do Ceará.

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