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Lula recebe títulos de Doutor Honoris Causa das universidades públicas do Rio

222025Por Rodrigo Mathias

A cerimônia de entrega dos títulos de Doutor Honoris Causa das cinco universidades públicas do Rio de Janeiro (UFRJ, UERJ, Unirio, UFRRJ e UFF), para o ex-presidente Lula, acabou se transformando em um ato de exaltação da política educacional colocada em prática pelo Governo Federal nos últimos nove anos.
Os reitores foram unânimes em ressaltar o aumento do investimento estatal nas universidades públicas, principalmente se for feita uma comparação com o quadro de sucateamento visto nos anos anteriores:
“Lula, que não possui formação universitária, fez mais pela educação do país do que todos os presidentes letrados que o antecederam”, afirmou o reitor da UNIRIO, Luiz Pedro San Gil Jutuca, para delírio da platéia. “Durante muito tempo só se falava em sucateamento do ensino no meio universitário, atualmente falamos apenas em expansão”, completou o reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Ricardo Motta Miranda, que fez questão de ressaltar a importância do trabalho do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, presente na plateia.
Esse foi o 12o título de Doutor Honoris Causa concedido ao ex-presidente, homenagem concedida àqueles que, independentemente de sua formação acadêmica, tenham dado uma grande contribuição à sociedade nas áreas da educação, cultura ou humanidade. Carlos Antônio Levi, reitor da UFRJ, resumiu bem a importância da concessão dessa honraria a Lula:
“Até pouco tempo era uma utopia ver um filho do sertão, que veio para o Sul maravilha tentar a vida, ganhar um título de Honoris Causa. Hoje vemos isso se tornar realidade”, afirmou.
O evento foi também uma boa oportunidade para a platéia acompanhar de perto como anda a recuperação da saúde do homenageado. Como no evento no dia anterior, Lula chegou ao palco do Teatro João Caetano, no Centro do Rio, caminhando com dificuldades e amparado por um acompanhante. A honra dessa vez coube à ex-ministra da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Nilcea Freire.
Lula mostrou que a voz está praticamente toda recuperada, mas pediu desculpas aos convidados por ter que fazer duas coisas que não gosta: discursar sentado e não falar de improviso. Ele agradeceu a homenagem conjunta das universidades fluminenses, citando as dificuldades que teve para conseguir estudar durante sua infância:
“Vocês não sabem o que essa homenagem significa para alguém que não teve as oportunidades de estudo que toda criança deveria ter, mas que sempre acreditou no potencial libertador da educação”, afirmou. Demonstrando a costumeira humildade, ainda completou. “Entendo essa honraria não como uma homenagem pessoal, mas sim como uma exaltação ao povo brasileiro, por ter feito pacificamente uma verdadeira revolução econômica e social nos últimos 9 anos”.
Veta, Dilma!
O ex-presidente agradeceu a presença da presidenta Dilma que, mesmo sem ter feito discurso, foi a figura mais destacada do evento, depois, é claro, do homenageado. Ovacionada pela plateia ao ter seu nome anunciado, Dilma recebeu de forma bem humorada a solicitação da mestre de cerimônia, Camila Pitanga, que quebrou o protocolo para pedir à presidenta o veto ao Código Florestal, para o delírio do público presente.
Cotas
A reserva de cotas nas universidades públicas, que recentemente foi considerada constitucional por unanimidade no STF, foi um dos principais assuntos das falas. O reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves, foi longamente aplaudido ao lembrar que a universidade fluminense foi pioneira na garantia da reserva de cotas étnico-raciais para o preenchimento de suas vagas. O tema também foi citado pelo homenageado, que afirmou ter convicção de que a política de cotas dará uma imensa contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Reuni e Prouni
Contestados pelos setores sectários, presentes nas universidades do país, o Reuni e o Prouni também tiveram grande destaque nos discursos dos componentes da mesa. Ao defender os programas, Lula fez questão de ressaltar o bom desempenho acadêmico dos alunos que puderam entrar na universidade graças a essa política:
“Bastou uma chance para a população brasileira derrubar o mito elitista de que a expansão do ensino universitário não é compatível com a qualidade”, afirmou.
Cobranças
Apesar dos elogios dos reitores à política educacional dos governos de Lula e Dilma, a presença da presidenta e do ministro da Educação, Aluízio Mercadante, na cerimônia gerou algumas reivindicações:
“A melhoria do ensino superior brasileiro é bastante expressiva, mas para avançarmos mais precisamos garantir o aumento do magistério e a alocação dos 10% do PIB para a educação”, defendeu o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles.

A cerimônia de entrega dos títulos de Doutor Honoris Causa das cinco universidades públicas do Rio de Janeiro – UFRJ, UERJ, Unirio, UFRRJ e UFF – para o ex-presidente Lula, acabou se transformando em um ato de exaltação da política educacional colocada em prática pelo Governo Federal nos últimos nove anos. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (4), no Centro do Rio.

Os reitores foram unânimes em ressaltar o aumento do investimento estatal nas universidades públicas, principalmente se for feita uma comparação com o quadro de sucateamento visto nos anos anteriores:

“Lula, que não possui formação universitária, fez mais pela educação do país do que todos os presidentes letrados que o antecederam”, afirmou o reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, para delírio da platéia. “Durante muito tempo só se falava em sucateamento do ensino no meio universitário, atualmente falamos apenas em expansão”, completou o reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Ricardo Motta Miranda, que fez questão de ressaltar a importância do trabalho do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, presente na plateia.

Esse foi o 12o título de Doutor Honoris Causa concedido ao ex-presidente. A homenagem é reservada àqueles que, independentemente de sua formação acadêmica, tenham dado uma grande contribuição à sociedade nas áreas da educação, cultura ou humanidade. Carlos Antônio Levi, reitor da UFRJ, resumiu a importância da concessão dessa honraria a Lula:

“Até pouco tempo era uma utopia ver um filho do sertão, que veio para o Sul maravilha tentar a vida, ganhar um título de Honoris Causa. Hoje temos o prazes de ver isso se tornar realidade”, afirmou.

Recuperação

O evento foi também uma boa oportunidade para a plateia acompanhar de perto como anda a recuperação da saúde do homenageado. Como no evento no dia anterior, Lula chegou ao palco do Teatro João Caetano, no Centro do Rio, caminhando com dificuldades e amparado por uma acompanhante. A honra dessa vez coube à ex-ministra da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Nilcea Freire.

Lula mostrou que a voz está praticamente recuperada, mas pediu desculpas aos convidados por ter que fazer duas coisas que geralmente não gosta: discursar sentado e não falar de improviso. Ele agradeceu a homenagem conjunta das universidades fluminenses, citando as dificuldades que teve para conseguir estudar durante sua infância:

“Vocês não sabem o que essa homenagem significa para alguém que não teve as oportunidades de estudo que toda criança deveria ter, mas que sempre acreditou no potencial libertador da educação”, afirmou. Demonstrando a costumeira humildade, ainda completou. “Entendo essa honraria não como uma homenagem pessoal, mas sim como uma exaltação ao povo brasileiro, por ter feito pacificamente uma verdadeira revolução econômica e social nos últimos 9 anos”.

Veta, Dilma!

O ex-presidente agradeceu a presença da presidenta Dilma que, mesmo sem ter feito discurso, foi a figura mais destacada do evento, depois, é claro, do homenageado. Ovacionada pela plateia ao ter seu nome anunciado, Dilma recebeu de forma bem humorada a solicitação da mestre de cerimônia, Camila Pitanga, que quebrou o protocolo para pedir à presidenta o veto ao Código Florestal, para o delírio do público presente.

Cotas

A reserva de cotas nas universidades públicas, que recentemente foi considerada constitucional por unanimidade no STF, foi um dos principais assuntos das falas. O reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves, foi longamente aplaudido ao lembrar que a universidade fluminense foi pioneira na garantia da reserva de cotas étnico-raciais para o preenchimento de suas vagas. O tema também foi citado pelo homenageado, que afirmou ter convicção de que a política de cotas dará uma imensa contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Reuni e Prouni

Contestados pelos setores sectários, presentes nas universidades do país, o Reuni e o Prouni também tiveram grande destaque nos discursos dos componentes da mesa. Ao defender os programas, Lula fez questão de ressaltar o bom desempenho acadêmico dos alunos que puderam entrar na universidade graças a essa política:

“Bastou uma chance para a população brasileira derrubar o mito elitista de que a expansão do ensino universitário não é compatível com a qualidade”, afirmou.

Cobranças

Apesar dos elogios dos reitores à política educacional dos governos de Lula e Dilma, a presença da presidenta e do ministro da Educação, Aluízio Mercadante, na cerimônia gerou algumas reivindicações:

“A melhoria do ensino superior brasileiro é bastante expressiva, mas para avançarmos mais precisamos garantir o aumento do magistério e a alocação dos 10% do PIB para a educação”, defendeu o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles.

Rio de janeiro

Mesmo lendo seu discurso, Lula mais uma vez não deixou a desejar no quesito empatia. Ao falar de sua relação com o Rio de Janeiro, o ex-presidente afirmou que a cidade é a capital da alma brasileira e arrancou risos do público ao falar de suas viajens à capital fluminense:

“Frequento o Rio há mais de 40 anos e nunca me levaram na praia”, brincou.

* Rodrigo Mathias é jornalista e redator do Portal da DS.

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