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Lula se solidariza com manifestantes contrários a deposição de Lugo em SP

281182Com informações do site paraguaio Ultima Hora e da Rede Brasil Atual

O presidente brasileiro, que depois de oito anos de governo deixou a presidência com mais de 80% de popularidade, foi nesta segunda-feira (25) até o local da manifestação de cidadãos brasileiros e paraguaios residentes em São Paulo, a favor do presidente Lugo.

O encontro com os manifestantes foi em frente do Consulado Geral do Paraguai, na capital paulista. Ao chegar no local, Lula fez questão de expressar aos manifestantes seu apoio a Lugo:

Mais tarde, durante o anúncio da aliança entre PT e PCdoB, para as eleições na cidade, Lula declarou:

“Acho que a maioria dos presidentes da América do Sul concordam que a democracia foi desrespeitada. Mas, enquanto cidadão brasileiro, penso que a democracia foi ferida. Apesar dos senadores e deputados disserem ter cumprido a constituição”, afirmou o ex-presidente

Apesar disso, Lula evitou falar em golpe de Estado e disse que aguarda uma decisão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) sobre o caso. “Não adianta eu dizer que foi (golpe), porque vão dizer que não foi. (…) Mas não deram tempo sequer do presidente (Lugo) se defender. Eu nunca vi um julgamento sumário, que em 24 horas depuseram um presidente que levou 60 anos para ser eleito”, afirmou.

Protestos pelo país

Participaram do protesto cerca de 250 pessoas. Além da comunidade paraguaia que reside em São Paulo, participaram do ato centrais sindicais, partidos políticos, movimentos sociais e estudantis brasileiros. Os manifestantes não reconhecem o vice Federico Franco como novo chefe de Estado e pedem o retorno imediato de Fernando Lugo ao poder.

Para Vicente Gamarra, membro da Comissão do Bicentenário do Paraguai, uma organização social que desde 1978 congrega imigrantes do país em São Paulo, a democracia paraguaia vive um momento muito difícil. “Lugo foi eleito pelo voto popular, e alguns parlamentares passaram por cima da vontade do povo. Eles estão falando que a destituição é legal. Mas, a nove meses das eleições? Com apenas duas horas para o presidente se defender?”, questiona.

“A forma como destituíram Lugo é totalmente antidemocrática, vai contra os interesses do povo e o movimento sindical não pode aceitar”, expressou Iván González, coordenador político da Confederação Sindical das Américas (CSA), que filia centrais de toda a região, inclusive do Paraguai. “Respaldamos totalmente a luta do povo paraguaio, somos solidários ao presidente Lugo e apoiamos os trabalhadores paraguaios que estão mobilizados contra o golpe.”

Uma comissão do Consulado Geral do Paraguai em São Paulo recebeu cinco representantes do protesto: dois sindicalistas, dois imigrantes paraguaios e um estudante. Os manifestantes disseram aos diplomatas que repudiam o golpe de Estado no Paraguai e aceitaram receber uma carta assinada pelas organizações que integraram o ato. Porém, não emitiram qualquer opinião sobre a situação política do país. Tampouco quiseram atender à reportagem da Rede Brasil Atual.

No Rio de Janeiro, cerca de 50 manifestantes fizeram um ato de apoio ao presidente Lugo, em frente ao consulado paraguaio, na Praia de Botafogo.

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