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Marcia Aran: mulher, feminista, revolucionária

Sabia que a insigna “sem feminismo não há socialismo” não era apenas uma retórica escrita em textos e manuais, mas uma revolução
quotidiana. A luta feminista que entra de casa em casa, batendo de porta em porta, adentrando a vida individual e coletiva de cada uma e de cada um de nós.

Nasceu no Rio Grande do Sul, pertenceu aos quadros da Democracia Socialista, participou ativamente do Diretório Municipal do PT na cidade do Rio de Janeiro, onde escreveu, em 1990, junto com outras companheiras da DS, a cartilha “O Socialismo que Queremos”, com ênfase na luta das mulheres no interior do PT.

Contribuiu com a criação do Movimento de Mulheres da Leopoldina, particularmente nas comunidades de Vila Cruzeiro e do Parque Proletário da Penha, construção que culminou com a campanha “Quando digo não é não: pelo fim da violência contra as mulheres”.

Há pouco tempo, em 13 de outubro de 2010, com artistas e intelectuais, assinou o manifesto pró-Dilma.

Participou ativamente, como Chefe do Departamento de Política e Instituições de Saúde do Instituto de Medicina Social da UERJ, escreveu o livro O Avesso do Avesso – Feminilidade e Novas Formas de Subjetividade.

Em 13 de abril de 2011, Márcia Aran partiu, aos 46 anos, deixando toda uma história de vida na luta para deter a lógica perversa de que quem detém o poder; define valores, o que devemos e o que não devemos consumir, a estética do belo, o que é papel de homem e de mulher. Enfim, ela lutou contra aqueles que querem definir nossas consciências.

Márcia Aran tinha uma profunda capacidade de se colocar no lugar do outro, na certeza de que política e afeto era a mistura que fazia em sua militância toda a diferença. Que a notícia de sua partida seja recebida com um abraço seguido de outro abraço, por todas e por todos que um dia tiveram a oportunidade de militarem ao seu lado.

* Luíza Rocha, militante do PT e da DS, é funcionária da sede do Diretório Municipal do partido no Rio de Janeiro.

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