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Nova secretária de juventude da CUT fala sobre os desafios da central

Em entrevista, a secretária de juventude da CUT Rosana Souza, eleita no 10º CONCUT, falou sobre as principais ações da Central no que diz respeito ao jovem trabalhador e avaliou a participação da juventude no movimento sindical. Trabalhadora do ramo químico, com 32 anos, ela iniciou sua participação no sindicalismo aos 26. Leia aqui a entrevista.

Em entrevista, a secretária de juventude da CUT Rosana Souza, eleita no 10º CONCUT, falou sobre as principais ações da Central no que diz respeito ao jovem trabalhador e avaliou a participação da juventude no movimento sindical. Trabalhadora do ramo químico, com 32 anos, ela iniciou sua participação no sindicalismo aos 26. A participação em fóruns de debate de temas diversos e o desenvolvimento de atividades que incluam o jovem trabalhador estão entre as principais iniciativas para avançar nas políticas de juventude, em sua opinião. Confira a entrevista.

O que tem sido feito, quando se fala em juventude e jovens trabalhadores e quais são os próximos passos na nova gestão da CUT?

A juventude cutista tem um grande desafio de levar pra juventude a ideia de que os sindicatos e o movimento sindical são sim espaços de organização para todas as Juventudes. Temos um desafio grande, principalmente, com a comunicação dos sindicatos que ainda não utilizam uma linguagem que atinja a juventude, não dialoga com a juventude. E para se aproximar dessa luta, precisamos nos inserir nas lutas mais universais, estudantil, na juventude do partido. É preciso dialogar com os movimentos sociais, para que a gente construa uma política universal de luta pelos direitos da juventude.

O trabalhador jovem, em geral, tem dificuldade em encontrar o primeiro emprego e, quando consegue, em geral não conta com todos os direitos. Que tipo de ações podem ser tomadas para inverter a lógica da intensificação e da precarização das condições de trabalho?

Esse é um grande desafio para toda a juventude sindicalista e temos uma luta antiga. Algumas propostas, por exemplo, em defesa do trabalho decente para a juventude, foram construídas através de encontros regionais que aconteceram em todos os estados e através do Coletivo Nacional de Juventude da CUT. A realidade atinge, principalmente, os trabalhadores de baixa renda, que estão em espaços de trabalho mais precarizados, são aqueles que acabam entrando mais cedo no mercado de trabalho, que deixam de estudar, de ter acesso à qualificação profissional e não conseguem competir com aqueles que têm oportunidade de estudar.

Quais espaços a CUT pode ocupar, nesse sentido?

As Conferências da Juventude nos estados são importantes. As propostas que culminaram hoje no Plano Nacional de Juventude saíram desses debates e foram acordadas na I Conferência Nacional, promovida pelo Governo Federal. Em todos os estados da federação houve a participação da juventude CUTista.

Vocês têm dados sobre a participação da juventude no movimento sindical?

A CUT trabalha com critérios de idade diferenciado daquele utilizado pelas políticas de juventude em nosso país, ou seja, com jovens até 35 anos. Nas direções dos sindicatos, nos últimos quatro anos, depois do projeto de formação nas escolas sindicais da CUT, a gente percebeu que a organização da juventude aumentou em vários ramos. Por conta disso, houve aumento de jovens nas direções dos sindicatos. É um avanço, mas ainda não é um espelho do que são as categorias. No ramo químico, por exemplo, tem 40% de jovens na categoria e não tem essa mesma proporção na direção do sindicato. Mas já percebemos avanços significativos.

Por Guilherme Gonçalves. Retirado do site da Juventude do PT: www.jpt.org.br.

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