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Novos desafios para o PT do Espírito Santo

1437954Por Samira Sanches e Mauro Rezende*

Na última segunda-feira, dia 09 de Junho, a reunião da Comissão Executiva Estadual do PT do Espírito Santo deliberou, por unanimidade, pela candidatura própria ao governo do estado, acompanhada pela reafirmação do nome de João Coser (Mensagem ao Partido) ao senado.

A decisão é fruto de um longo processo de discussão interna e de diálogo com outros partidos, que ocorreu desde o início com base em duas prioridades: a reeleição da presidenta Dilma Roussef e a ampliação da bancada petista no Senado.

O ES foi o único estado liberado pela Direção Nacional do PT para incluir o PSB entre as possibilidades de aliança para o governo estadual, a partir de um compromisso de neutralidade na eleição presidencial, assumido pelo atual governador Renato Casagrande. O diálogo também foi aberto com o PMDB, que indica o ex-governador Paulo Hartung como candidato ao governo.

A aliança com o PSB se inviabilizou a partir do fim da neutralidade do atual governador, ao declarar que comandará o palanque de Eduardo Campos no estado. A aliança com o PMDB, por sua vez, impediria a candidatura petista ao senado, tendo em vista a reafirmação da candidatura ao senado da deputada federal Rose de Freitas.

Embora, inicialmente, tenhamos priorizado a possibilidade de uma aliança estratégica, o PT manteve o debate interno e os espaços de formulação e atualização do projeto de governo petista para o Espírito Santo, realizando mais de dez encontros regionais, que deliberaram as diretrizes deste projeto.

A decisão da candidatura própria, no nosso entendimento, parte não somente de um esgotamento das possibilidades de diálogo com as candidaturas colocadas, mas sobretudo do amadurecimento de uma discussão que tem sido reivindicada com frequência pela militância petista no estado, que há 20 anos não vota 13 para governador.

A partir desta decisão, o PT intensificará o diálogo para a construção de uma frente de partidos aliados, que amplie o alcance das nossas candidaturas majoritárias e viabilize as proporcionais. Um aliado importante pode ser o PDT, que se mostra disposto a dialogar com o projeto petista estadual e já afirmou o compromisso com a reeleição da presidenta Dilma Roussef.

Tendo sido deliberada a candidatura própria, a Direção Estadual da DS inicia esta semana um intenso processo de discussão para definir o nome que defenderá para a disputa.

A decisão do nome da companheira ou companheiro que concorrerá ao governo do ES pelo PT ocorrerá em reunião do Diretório Estadual na próxima segunda-feira, dia 16 de Junho.

*Samira Sanches – Secretária Geral do PT-ES e  Mauro Rezende – Secretário de Formação Política do PT-ES.

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