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O caminho da vitória

Chico Vicente *

A avaliação do processo construído pela direção estadual do Partido para a definição do programa, da política de alianças e da candidatura a governador para 2010 está coroada de sucessos, apesar da incompreensão de alguns poucos que continuam se posicionando contrariamente. A avaliação é positiva por vários motivos.

Primeiro, porque está mobilizando o Partido e contará, ao final, com a participação direta de mais de 21 mil filiados e filiadas, de 367 municípios, os quais elegeram mais de 1.400 delegadas e delegados ao Encontro Estadual, além das 27 plenárias regionais que antecederam os Encontros Municipais.

Segundo, porque os Encontros Municipais estão acontecendo com critérios de um Partido democrático, com debates, defesa de posições e votações de resoluções. Sem isso, o Partido não forma opinião e muito menos posição, ficando refém do senso comum e da mídia tradicional.

Terceiro, porque temos três pré-candidatos qualificados que primam pelo debate político de conteúdo e estão comprometidos com o processo, legitimando-o com sua participação política.

Quarto, porque teremos bastante tempo para construirmos as alianças e o programa que governará o Estado, diferente do que, equivocadamente, fizemos nas eleições de 2008 em Poro Alegre, quando realizamos uma prévia em março e definimos nosso vice apenas em junho do mesmo ano da eleição. Quando, afinal, saímos à procura de parcerias, todos já estavam no salão a bailar, pois a campanha já havia começado.

Quinto, porque as pessoas, homens e mulheres petistas, encontraram-se, trocaram informações e impressões num mesmo espaço, conviveram coletivamente por um dia e o Partido se enxergou. Isto fortalece o Partido porque a energia desprendida contagia e empolga, além de alinhar politicamente.

Esse processo é bem mais qualificado do que o voto em urna, no qual as pessoas chegam para votar em momentos distintos, não participam de qualquer debate e simplesmente põem seu voto na urna e vão embora, solitárias, sem trocar idéias ou construir posições políticas comuns, do Partido. Conversava domingo com um dirigente da juventude do PT que não houvera tido esta experiência e estava encantado, querendo aprofundar o debate para podermos combinar o processo massivo do PED com o processo qualificado e participativo dos Encontros.

Quem esteve num desses encontros e, em particular, no de Porto Alegre, o qual reuniu duas mil pessoas, saiu de lá se sentindo politicamente forte, e presenciou uma massa de militantes com vontade de fazer política, de fazer campanha e de vencer. Quem tem mais tempo de militância, saiu de lá se lembrando do Encontro que definiu Olívio Dutra candidato a prefeito em 1988, no Ginásio do CETE. Um elo de energia liga esses momentos e construirá todas as condições para uma vitória do PT em 2010, tanto para Presidente da República quanto para Governador do Estado.

O governo de Yeda Crusius é um desastre político, um fracasso econômico e está atolado num mar de lama e de corrupção. Isto criou um enorme vazio na política gaúcha. O PT já se recuperou, em parte, dos enormes estragos causados pela grande crise de 2005, embora não tenha ainda tomado todas as medidas que deveria tomar. Tudo isso somado à intensa luta política que os movimentos sociais e populares, em especial, o sindical, está realizando, indicam uma grande possibilidade de vitória nas eleições de 2010.

Agora, temos que consolidar o processo no Encontro Estadual nos dias 18 e 19 de julho, ratificar a indicação do candidato a governador, unificar ainda mais o Partido e planejar a campanha. Isto ficará ainda mais perto e concreto se doravante contarmos com a colaboração política de toda a direção do Partido, especialmente de dirigentes que militam fora do Estado e que ainda não se convenceram de que este é o caminho da vitória eleitoral e do fortalecimento do PT.

* Chico Vicente é membro da coordenação estadual da DS RS. Foi presidente municipal do PT de Porto Alegre e da CUT-RS.

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