Home / Temas / Brasil / O fim das escolas de lata

O fim das escolas de lata

Por Jose Clovis de Azevedo *

O dia 30 de novembro de 2011 encerra um ciclo na história da educação gaúcha do qual gestores, professores, equipes diretivas, alunos e pais e responsáveis não sentem orgulho: o das “escolas de lata” como local de ensino e aprendizagem para mais de 1,8 mil crianças do Rio Grande. Neste dia, a comunidade escolar recebe do Governo do Estado o prédio da Escola Estadual Rafaela Remião, onde 105 alunos ainda estudavam em contêineres.

No futuro, quando pesquisas forem feitas a respeito das salas de aula de lata, o retrospecto demonstrará que duas gestões estaduais passaram pelos contêineres, e que a atual está retirando. Entre 2005 e 2011, gradativamente, o número de escolas de lata abrigando estudantes e professores gaúchos alcançou 11 unidades, na Capital, Região Metropolitana e em Caxias do Sul.

Em 2011, quando assumimos o Governo do Estado, ainda havia sete das 11 escolas, com 31 salas de aula e 1.533 mil alunos, com investimento em locação das peças de metal aproximado de R$ 2,5 milhões. Em pouco mais de 11 meses de gestão, estamos virando a página desta história. Os recursos financeiros para banir os contêineres da rede estadual de ensino superam os R$ 9 milhões. Esses recursos, além da infraestrutura, significam investimentos na dignidade e na qualidade da educação do Rio Grande do Sul.

No dia 30, quando a comunidade escolar da Lomba do Pinheiro festejar a nova escola, a Secretaria da Educação estará reiterando a determinação de não mais fazer uso de contêineres como espaços de ensino e aprendizagem. Inauguramos um novo ciclo. Nosso esforço maior será no sentido de construir prédios de alvenaria confortáveis para os nossos alunos, com projetos de escolas completas. E, quando a emergencialidade exigir novas soluções, estudos feitos em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Secretaria de Obras do Estado apontam o uso de material apropriado, com revestimento em placa cimentícia, o que garantirá qualidade no ambiente de estudo e de trabalho de nossas crianças e jovens e dos professores e equipes diretivas de escolas estaduais gaúchas.

* Jose Clovis de Azevedo é Secretário de Estado da Educação do Rio Grande do Sul. 

Veja também

Para além do financiamento: por um sindicalismo combativo! | Milton Rezende

Diante da reforma trabalhista, que entra em vigor em novembro, a principal discussão na mídia …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Comente com o Facebook