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Ser de esquerda no século XXI | Álvaro Linera

García Linera: “Si nos apoltronamos como burócratas perdimos todo, debemos regresar a las base”

A Frente Ampla do Uruguai através da Fundação Liber Seregni realizou, em maio de 2017, o seminário “Ser de Esquerda no Século XXI”. O seminário contou com a presença de Álvaro Garcia Linera, vice-presidente do estado plurinacional da Bolívia.

Em sua exposição García Linera apresenta uma análise que parte da queda do socialismo existente na antiga URSS e no Leste Europeu e do Consenso Washington – que deu inicio ao modelo neoliberal, chegando a perda de hegemonia política das forças conservadoras.

Na exposição o vice-presidente repassou a história da esquerda na América Latina nos últimos 50 ano: das ditaduras ao neoliberalismo e do neoliberalismo aos governos progressistas.

Conforme Linera:

“Ahora es una incógnita lo que va a pasar, ¿continuaremos en el progresismo o retrocederemos a un neo neoliberalismo? Es difícil de saber, este es un momento de incertidumbre estratégica en el ámbito político de la región”.

Nos últimos 10 anos, a América Latina viveu grandes mudanças, tanto que García Linera chama de “década de ouro”. Ampliou-se os direitos laborais (salário, acesso à saúde, aposentadoria, etc.), reduziu-se substantivamente a pobreza, melhorou a distribuição de renda e fortaleceu a democracia.

No entanto, hoje vários países da região deixaram de lado o “progressismo” e muitos imagesfalam de “fim do ciclo progressista”, García Linera prefere não falar de ciclo porque isso “retira do ser humano o papel de construtor da história e legítima o que é um processo de neoconservadorismo”.

Houve um retrocesso do “progressismo”, mas cabe às esquerdas da região analisar a situação, necessitamos outra figura para explicar a situação “mais que ciclo prefiro falar de onda, pois estas sim dependem da ação das pessoas”.

Linera explica este “recuo temporal do impulso progressista” graças a um conjunto de estrategias de contrainsurgência: midiatização da política, os medios de comunicação se convertiram nos partidos deste século, manipulação das redes – um novo meio de comunicação imperante ao qual as esquerdas tão tem tido capacidade  capacidade de se adaptar.

Segundo Garcia Linera:

“Hoy por hoy quien más aprovecha este soporte tecnológico es la derecha, para generar campañas de desprestigio que genera una susceptibilidad en la gente” y en definitiva riega la desconfianza de la que hablamos al principio. Según García Linera las izquierdas no hemos tenido capacidad de adaptarnos a las nuevas formas de comunicación que ofrecen las redes sociales y esta resistencia puede ser determinante.

No entanto, há outro aspecto fundamental:

”la clave de la estabilidad de un gobierno progresista radica en su gestión económica”, la ideología, el ímpetu y el compromiso no son duraderos, pero es imprescindible que los gobiernos establezcan un régimen económico estable y beneficioso para la población.

Existe uma nova sociedade e, se “si nos apoltronamos como burócratas perdimos todo, debemos regresar a las bases”.

“Ideas, organización y entereza moral constituyen el ser de izquierda, nos da una superioridad ideológica y ética, y eso es lo que están atacando desde la derecha, poniendo en duda nuestras ideas, la capacidad de llevarlas adelante y nuestra entereza moral.”

Linera destacou que “devemo alentar a renovação da mística militante, através de novas formas sem perder valores”.

Culminando a exposição, o vice-presidente do Estado Plurinacional da Bolívia assinalou-o momento de reestruturação e reorganização que está vivendo a esquerda.

“Hay una nueva oleada social que es nuestra esperanza y estamos frente a un reto que puede convertirse en una posibilidad, dependiendo de qué acciones tomen los gobiernos progresistas para plantearse las cosas a futuro. Son necesarias nuevas formas de participación para entusiasmar y formar nuevas generaciones”.

Abaixo trazemos o vídeo integral da exposição de Alvaro Linera.

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