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Venezuela era alvo prioritário da espionagem dos EUA, mostram documentos

1117070Do Opera Mundi

A Venezuela, junto com cinco países, aparece em uma lista de 2007 de alvos “prioritários” para a NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA), afirmam documentos divulgados neste domingo (03/11) pelo jornal The New York Times. O governo norte-americano se preocupava com a influência que o então presidente Hugo Chávez podia exercer contra os interesses dos EUA na América Latina.

Nos documentos revelados pelo Times, a NSA aponta seis países considerados “alvos de longo prazo”: Venezuela, China, Coreia do Norte, Iraque, Irã e Rússia. Além disso, os memorandos indicam que era prioritário acompanhar “desenvolvimentos internos políticos que poderiam resultar em crises”, e os venezuelanos – assim como “os desenvolvimentos bolivarianos latino-americanos” – estavam na mira.

Um dos objetivos da agência era, segundo o jornal, “prevenir a Venezuela de atingir seus objetivos de liderança regional e perseguir políticas que possam impactar negativamente os interesses norte-americanos”. Uma apresentação de 2010, chamada “Desenvolvimento da missão econômica venezuelana”, mostra que a NSA estava monitorando “bilhões de dólares” em empréstimos concedidos a Caracas por Pequim, Moscou e Teerã.

A agência também vigiou os e-mails profissionais e pessoais de dez funcionários do alto escalão do Ministério de Planejamento e Finanças do país. Um oficial, baseado no Texas, era responsável por verificar diariamente mensagens privadas de “burocratas venezuelanos obscuros”, nas palavras do New York Times, para achar qualquer indício de formulação de políticas, mesmo que mínimos.

O governo de George W. Bush se via em uma “disputa de influências” com a Venezuela de Chávez, de acordo com o jornal. Por isso, o documento da agência instruía os agentes a “avaliar o progresso de Chávez em suas iniciativas de alcançar alvos de poder regional nas arenas política, econômica, energética e ideológica”. O órgão se mostrava especialmente preocupado pela possibilidade de que houvesse interferência na provisão de petróleo da Venezuela, o terceiro fornecedor mundial aos EUA, e por isso insistia em vigiar “a estabilidade do regime, particularmente no setor energético”

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