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1º DE MAIO: CLASSE TRABALHADORA EM DEFESSA VIDA, DO EMPREGO DECENTE, DA VACINA E DO FORA BOLSONARO! | Raimundo Angelo

Há pouco mais de um ano explodia a pandemia do novo coronavírus no Brasil, desencadeando uma crise econômica estrutural que já sacrificava as condições de vida do nosso povo, intensificada também com o processo do golpe contra a presidenta Dilma em 2016, que resultou na perda de direitos e desmonte de políticas públicas e programas sociais.

O que temos hoje é um quadro piorado dessa situação. Do ponto de vista da crise econômica, o desgoverno Bolsonaro seguiu com sua política ultra-neoliberal que tem levado milhões de trabalhadores e trabalhadoras para a fila do desemprego e milhares de famílias de volta à pobreza ou pobreza extrema.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, o Brasil registrou 12,3 milhões de pessoas desempregadas e ainda 38 milhões de trabalhadores/as informais em função principalmente das demissões em setores, como o da construção civil, serviços domésticos e administração pública. Em abril deste ano, o país já contabiliza 14,3 milhões de desempregados.

Nesse cenário de crise, as condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras tornaram-se ainda mais precárias. Além do desemprego, enfrentam também a pobreza que arrasa as famílias brasileiras. O Brasil que desde 2014 havia saído do Mapa da Fome, com a crise retornou a essa dura realidade. Em 2019, também de acordo com o IBGE, o número de pessoas vivendo na pobreza era de 52 milhões e mais de 13 milhões na extrema pobreza.

Mas é importante falar da responsabilidade do governo Bolsonaro por essa situação. Todos sabem que desde o início, Bolsonaro não deu a devida atenção para a superação do colapso na saúde. Relativizou seus efeitos dizendo se tratar de uma “gripezinha” e mesmo depois dos milhares de mortos, seguiu negando a existência da pandemia. Além disso, foi contrário a todas as orientações dos órgãos de saúde como as medidas de isolamento, contribuindo diretamente para a disseminação do vírus, participando e incentivando aglomerações. Perversamente chantageou a população brasileira impondo a “escolha” entre salvar a economia ou salvar vidas. Ao final, o próprio governo, mesmo fazendo a opção pela economia, não foi capaz de oferecer alternativas para conter os efeitos da pandemia sobre a massa de trabalhadores e trabalhadoras que hoje amarga com essa decisão deliberada de Bolsonaro.

O Brasil já ultrapassou as 378 mil vidas levadas pelo coronavírus e mais de 14 milhões de pessoas infectadas. Um verdadeiro genocídio promovido por esse desgoverno. Portanto, além da crise econômica, a pandemia tem levado o país a um contexto de muita dor pelas inúmeras perdas e pelo isolamento social que cria barreiras físicas entre as pessoas. A população mais afetada pela combinação de crise econômica e pandemia é a faixa que vive em extrema pobreza. Além das mortes e a precarização dos serviços de saúde, os trabalhadores e trabalhadoras enfrentam as condições precárias de vida, a carestia e a fome.

Desde o início da pandemia, a esquerda e os movimentos sociais já cobravam ações dos governos para conter os avanços do vírus e amenizar os efeitos da crise sobre a classe trabalhadora, tais como: a luta pelo Auxílio Emergencial de R$600 e sua prorrogação posteriormente, a garantia das medidas de isolamento e da vacinação, além de criar estratégias próprias de solidariedade de classe com a distribuição de alimentos para as famílias abandonadas à própria sorte pelo governo Bolsonaro.

São tempos de muitas perdas e desafios. É nesse contexto que viveremos mais um 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Por isso, é fundamental mais que nunca reafirmar seu sentido político, solidário e revolucionário. Ela tem uma importância essencial porque é uma forma de manter viva a memória da organização e a luta da classe trabalhadora em todo o mundo ao longo dos séculos por direitos, melhores condições de vida, por transformações sociais e contra a exploração capitalista.

Em tempos de pandemia, crise econômica e governo genocida temos que reafirmar nossa solidariedade e compromisso com a classe trabalhadora, com o povo brasileiro, mulheres e homens que amargam diretamente as consequências desse contexto tão adverso em suas vidas.

Por isso, mesmo não estando nas ruas, estaremos mobilizados e mobilizados na construção de uma agenda de lutas que passa pela defesa do Sistema Único de Saúde, do Auxílio Emergencial de R$600 e da vacinação de toda a população. Fora Bolsonaro!

*Raimundo Ângelo é Secretário Estadual de Formação do PT Ceará

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