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Contribuição para a reunião do DN de 28/08/2023 Da Democracia Socialista e da Militância Socialista | Mariana Janeiro e Joaquim Soriano

Tática eleitoral do PT para 2024

1. As eleições de 2024 apresentam-se como importante momento de consolidação de uma frente de esquerda que congrega a Federação Brasil da Esperança e mais a Federação PSOL-REDE, o PSB, PDT e os movimentos sociais para disputarmos com um programa comum, obtendo vitórias importantes, derrotando a ultra direita e os neoliberais e ampliando a influência política das propostas progressistas e de esquerda na sociedade brasileira.

2. As eleições de 2024 estarão assentadas em dois pilares programáticos. Em um sentido disputaremos com um programa para as cidades, respondendo às questões relativas á vida das pessoas onde elas vivem e convivem. O Direito à Cidade para a cidadania plena. De outra parte, as eleições de 2024 serão também uma disputa entre projetos nacionais, um “plebiscito” sobre o nosso governo. Continua vivo e atuante o projeto dos neoliberais em suas duas vertentes: a autoritária, fascitóide, militarizada aqui chamada de “bolsonarista” e a menos bruta na maquiagem, mas igualmente defensora do programa da austeridade. As duas em oposição ao projeto popular eleito em 2022.

3. Precisamos recuperar uma identidade própria, um sentido de futuro, que seja visível e compreendido pela sociedade brasileira. Ou seja, uma atualização programática, com propostas e bandeiras que visualizem alternativas ao quadro de desmonte e barbárie que vivemos nos últimos anos. Aproveitar o bom momento de recuperação da legitimidade e aceitação do PT junto ao povo brasileiro para além de reconstruir e retomar o que já fizemos, avançarmos. Projetar o futuro.

4. Precisamos retomar o otimismo da virada do século no combate ao fórum dos ricos e poderosos de Davos, responsáveis pelas políticas econômicas de exploração, miséria e desigualdade social e reafirmar que outro mundo é possível”. Agora não como simples bandeira de propaganda, mas com um conjunto de políticas públicas que efetivamente mudem a vida das pessoas e favoreçam que elas possam ser também protagonistas dessa construção de novos horizontes que nos façam caminhar.

5. Nesse sentido, o PT e nossos aliados, da forma mais unificada possível, necessitam fortalecer um projeto de democracia participativa que seja um norte programático permanente e radicalmente distinto da mera representação burocrática dominante atual. A iniciativa do governo em relação ao Plano Plurianual é correta e necessária, mas precisa desdobrar nos orçamentos anuais e, principalmente, como fazê-los.

6. Nas eleições de 2022 unificamos os setores democráticos e populares, propusemos um programa de Reconstrução e Transformação do Brasil, a eleição foi extremamente polarizada e vencemos fundamentalmente com o voto da classe trabalhadora mais pauperizada. Com o voto feminino, do povo preto e nordestino. Vencemos por pouco e portanto não negligenciamos os apoios anti-bolsonaro que se somaram à nossa vitória.

7. Em 2024 precisamos reafirmar e reproduzir esta aliança popular, esta Frente de Esquerda, como marca da unidade fundamental na luta pela defesa do programa eleito em 2022 e do governo Lula, e como consolidação da frente estratégica que estará presente na continuidade do nosso projeto em 2026.

8. Em 2024 precisamos ampliar a nossa presença nos executivos municipais. Para tanto a primeira tarefa é reeleger os nossos atuais governos. Sob a hegemonia do PT e da esquerda as nossas administrações seguramente atrairão novos aliados para comemorarmos vitórias amplas e consagradoras.

9. Outra tarefa é em cada estado, região e território – especialmente nas capitais e cidades polo – apresentar candidaturas fortes do PT e da Esquerda para disputar e vencer. Não menos importante, no entanto, é ter candidaturas do PT e da Esquerda nestas cidades com o objetivo de participarmos do debate público, apresentando o nosso programa, reconstruindo um espaço – em muitos casos outrora ocupado pelo PT – que por variadas razões nos abstivemos de fazê-lo no período recente. Recuperar este espaço é determinante agora (2024) e para o futuro (2026). É necessário semear para colher. E muitas vezes a ousadia é recompensada com a vitória.

10. Para as eleições de 2024 o PT precisa manter e fortalecer o bloco político e social – base fundamental da vitória de 2022 e sustentação de nosso projeto – para disputar e vencer as eleições e ampliar a sustentação institucional (mais administrações populares e mandatos legislativos) para a continuidade em 2026.

Reeleger os mandatos atuais. Ampliar a presença da esquerda nos governos das capitais e das cidades polo. Derrotar as candidaturas “bolsonaristas” em todos os cantos do Brasil, principalmente nas capitais e cidades polo. Comemorar o resultado eleitoral com a vitória do governo Lula, do PT e da frente democrática e popular!

 Mariana Janeiro e Joaquim Soriano

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