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Homofobia de Levy Fidélix: um passo para o retrocesso

1646638ADILSON BARROS e FERNANDA ESTIMA

 

Indignação – o nosso primeiro sentimento para as declarações homofóbicas do candidato à presidência pelo PRTB, no debate de domingo passado. Este perdeu o bom senso e a oportunidade em ficar calado.

 

A comunidade LGBT ficou indignada com tanta falta de informação e ignorância deste senhor, que com sua postura incita o crime de ódio de caráter homofóbico, fez com que, nós LGBTs e a sociedade como um todo reagissem e constatassem a falta de preparo em saber, conhecer e dar com o diferente, e muito menos capacidade em administrar o país. Os fundamentalistas ficaram envergonhados com tanta sandice.

Se pensaram em um momento de fama, ou que isso o levaria a subir nas pesquisas, mudando o cenário eleitoral, deram um tiro no próprio pé. Não é de hoje os ataques aos LGBTs por pessoas públicas. Os mesmos assumem abertamente seu preconceito em defesa de valores ultrapassados e o conservadorismo. Infelizmente existe um movimento surfando na onda da discriminação, do ódio, do não entender, e deixar claro que, em pleno século 21, não querem, a partir deste conservadorismo exacerbado, voltar à Idade Média e com desejo de queimar este segmento na fogueira.

Reforçamos cada vez mais a importância em aprovar o PL 122 (que criminaliza a homofobia, lesbofobia e transfobia), e juntamente com ele, conscientizar sobre a importância da união estável/casamento LGBT, e mais, ampliar a defesa dos direitos contra toda forma de preconceito e discriminação. As apologias criminosas que ocorrem todos os dias devem ser rechaçadas e banidas da sociedade.

Somos muitos milhões de brasileiros e brasileiras e estamos em todos os espaços, incluindo aí o nosso parlamento, os governos locais e estaduais, as várias áreas profissionais e de ensino. Construímos famílias, (reprodutora ou não), patrimônios e estamos cada vez mais inseridos na sociedade. Mas seguem crescendo as estatísticas nos casos de violência. Em 2011, foram 1.159 casos e em 2012, 3.084 em todo país, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças há mais de 21 anos, portanto, não precisamos de tratamento psicológico, e muito menos “comemos criancinhas”. Doentes são as pessoas que incitam ao ódio e que não ajudam em nada para uma sociedade que quer avançar a passos largos.

Não se trata de um debate de minoria versus maioria, e sim conquistas de direitos, alguns já garantidos e pouco respeitados. Lamentavelmente ainda há um setor nos espaços da política se movimentando para travar as políticas públicas e fazendo de tudo para não avançar. Nossa orientação sexual e/ou identidade de gênero contrariam as regras da heteronormatividade.

Exigimos retratação pública, representação no Ministério Público Federal, e cassação da candidatura de Levy Fidelix para que sirva de exemplo. Não iremos mais tolerar tanta barbárie. Basta de preconceito! Basta de fobias!

 

*Adilson Barros é militante LGBT e da Executiva da Contraf-CUT.

*Fernanda Estima é jornalista e militante feminista.

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