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Militância da DS nas eleições sindicais

O mês de junho foi marcado por disputas eleitorais em importantes sindicatos do país. Em julho, outras disputas ocorrerão num clima de reafirmação do projeto CUTista e em meio a uma agenda de lutas que deve encerrar 2008 com uma grande marcha da classe trabalhadora em Brasília, no mês de dezembro. A militância da DS tem sido protagonista em grande parte desse processo, assumindo, cada vez mais, papel central na construção da Central Única dos Trabalhadores.

Três vitórias recentes são exemplares da linha política adotada pela DS no movimento sindical. No Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, derrotamos a Conlutas com mais de 70% dos votos, numa chapa CUTista encabeçada pelo companheiro Juberlei Bacelo, militante da DS. No Rio de Janeiro, ocorreu a eleição do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ (Sintufrj), maior sindicato da categoria no país. Não houve condições de unificar todo o campo cutista para esta eleição. Mesmo assim, isso não levou ao pragmatismo de nos unificarmos com qualquer outro campo político sob o pretexto de ganhar. As duas chapas da CUT derrotaram a Conlutas que, incapaz de conviver com as diferenças, sendo minoria, não compôs a gestão (pela proporcionalidade garantida pelos estatutos). Assim, o campo cutista comporá sozinho a direção do Sindicato.

A terceira grande vitória da nossa militância ocorreu na disputa do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem. Nesta eleição, derrotamos a Conlutas com 76% dos votos. Esse é o sindicato no qual é filiado o Zé Maria de Almeida, coordenador nacional da Conlutas. É o maior sindicato operário dirigido por militantes da DS.

A Conlutas tem sido a principal adversária da CUT, ao lado da direita sindical (a estrutura oficial pelega) nas disputas eleitorais – em alguns casos compondo chapas conjuntas como na recente eleição dos bancários de BH. O projeto partidário-sindical PSTU/Conlutas tem naufragado com grande rapidez. Na semana que antecede seu 1º Congresso (3 a 6 de julho), vivenciam rachas por todos os lados. Em todas as rupturas é marcante a crítica à ausência de um processo democrático de construção política, ainda que feita por setores igualmente sectários e aparelhistas. O outro reagrupamento sectário denominado Intersindical segue igual caminho. Em sua recente conferência nacional sequer conseguiu deliberar sobre seu projeto sindical (se segue sozinha ou se junta à Conlutas) porque sua plenária se dividiu em dois blocos que quase se enfrentam fisicamente.

Essa mesma disputa CUT x esquerdismo (Conlutas, Intersindical) marcou o período recente do CPERS-Sindicato, maior entidade de base da CUT no Rio Grande do Sul, com a vitória da CUT na assembléia convocada especificamente para decidir sobre a desfiliação da entidade à nossa Central. A pesar das forças cutistas terem mostrado serem majoritárias na categoria quando atuam unificadas, a discussão sobre a composição da chapa para a disputa das eleições foi dominada pelo sectarismo. Militantes da DS (junto com militantes da Articulação de Esquerda e da Esquerda Democrática) decidiram aplicar uma linha “pragmática” de ganhar a qualquer custo, sem esgotar as possibilidades de construção da unidade cutista. Aliaram-se ao esquerdismo (Conlutas, Intersindical). Nessa composição os cutistas estavam em minoria na chapa mas indicando a presidenta. Disputaram contra uma chapa 100% cutista (liderada pela Articulação Sindical), apoiada pela CUT. Venceu a disputa a chapa daquela composição (45% contra 37%), sendo eleita presidente a companheira Rejane Oliveira, militante da DS. A corrente DS durante o processo já tinha manifestado sua discordância com aquele encaminhamento que contrariava nossa linha sindical.

Nos próximos meses, outras disputas eleitorais marcarão a agenda da militância da DS. Em agosto, haverá a eleição do Sisejufe-RJ (Sindicatos dos Servidores das Justiças Federais do Estado do Rio de Janeiro), contra a Conlutas na oposição. Em setembro, haverá eleição para a APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná), maior sindicato dirigido por militantes da DS no país. Depois da saída da CSC (corrente sindical do PCdoB), a sua central sindical, a CTB, também tem organizado disputas com a CUT. Na Bahia, estado onde a CTB é mais forte, haverá enfrentamento com militantes da DS (ou seja, disputas com chapas cutistas) em pelo menos dois sindicatos importantes: a Assufba (Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA e da UFRB) e a APLB (Sindicato dos Trabalhadores do Estado da Bahia). Precisaremos de muita contribuição para estas disputas, seja financeira, seja na participação no processo eleitoral. Entre em contato com csd@csd.org.br para saber como ajudar.

Veja também:

Jornal da CUT – junho/08 – que faz um balanço das vitórias da CUT
www.cut.org.br

Vitória dos bancários fortalece a CUT, por Milton Rezende
http://democraciasocialista.org.br/ds/index.php?option=content&task=view&id=810&Itemid= [Link Indisponível]

Sindicatos citados:

Sisejufe-RJ: http://sisejuferj.org.br/portal/

APP-Sindicato: http://www.app.com.br/

Sindicato dos Bancários de Porto Alegre: http://www.sindbancarios.org.br/

Sintufrj: http://www.sintufrj.org.br/

Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem: http://www.sindimetal.org.br/

CPERS-Sindicato: http://www.cpers.com.br/

Assufba – http://www.assufba.org.br/

APLB – http://www.aplbsindicato.org.br/

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