Home / Temas / Brasil / Nota sobre a votação do salário mínimo

Nota sobre a votação do salário mínimo

Sobre o voto no projeto do Salário Mínimo

A posição da Democracia Socialista, tendência do PT, é a de construir democraticamente a intervenção do PT no parlamento.

No caso do Salário Mínimo esse processo ocorreu e não há nenhuma justificativa para votar de forma diferente do conjunto da bancada.

É um grave equívoco votar contra a posição democraticamente definida pela bancada e pelo Diretório Nacional do PT, agravado pelo fato de votar em propostas do PSDB/DEM, claramente montadas como manobras para atacar nosso Governo e nosso Partido.

O projeto de valorização contínua do salário mínimo foi aprovado e esse era o núcleo da questão. A pressão legítima da centrais sindicais para um montante mais elevado para o salário mínimo em 2011 não justifica votar em desacordo com a nossa bancada. A bancada do PT teve todo o empenho em dialogar com a CUT e outras centrais. Foi decisiva na conquista da lei de valorização do salário mínimo. Ganhou o debate frente a direita. Ao mesmo tempo soube diferenciar o oportunismo de direita dos interesses mais gerais dos trabalhadores, que foram garantidos.

A unidade do PT no enfrentamento da direita e na defesa do nosso governo é imprescindível. Essa unidade será tanto maior quanto mais democracia interna praticarmos.

Não separamos luta salarial de luta política e deve fazer parte de nossa atuação desmascarar a direita que oferece, quando está fora do governo, a ilusão de que, com ela, haveria melhor salário.

Por essas razões tornamos pública nossa crítica aos companheiros que votaram contra o PT e o Governo no caso do salário mínimo. Ela é extensiva aos que se ausentaram de forma injustificada.

Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011.

GTn-DS

Veja também

A antirreforma trabalhista: sem direitos e sem emprego | Miguel Rossetto

A nova reforma trabalhista é filha do golpe contra a democracia, a soberania nacional e os direitos do povo. Reduz o valor do trabalho e aumenta a exploração do trabalhador. Interrompe o ciclo virtuoso iniciado em 2003. Quer enfraquecer os sindicatos, acabar com direitos trabalhistas, dificultar o acesso à Justiça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Comente com o Facebook