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O PT, a greve e a oposição: Entre a irresponsabilidade do esquerdismo e o oportunismo da Direita

O PT a greve e a oposição Entre a irresponsabilidade do esquerdismo e o oportunismo da DireitaPor Herlom Miguel *

 

Na Bahia, todos os dias são dias de polêmicas. Ultimamente, temos vistos boas e falsas polêmicas. Uma boa polêmica é a greve dos policiais, os impactos na vida dos baianos e o resultado dessa greve para nossa conjuntura. No entanto, quero me ater a falar um pouco sobre as falsas polêmicas.
Não há como negar que o PT participa e participou de todas as greves da Bahia. Óbvio, o PT nasce de uma construção dos movimentos sociais. Sendo assim, é natural ter petista nos movimentos populares da Bahia. Somos governo agora e não mudamos. Os petistas autênticos que mantém seus princípios defendem que nessa greve os trabalhadores possam expandir seus ganhos reais. O PT defende cada vez mais pressão do movimento social. O Brasil é administrado por várias forças conservadoras e nosso partido precisa do povo nas ruas para expandir avanços populares. Nem na greve de 2001 e nem nessa, defendemos saques, baderna, arma na cara de trabalhador, fogo em ônibus. Sendo assim, nem lá e nem cá mudamos. Todas as greves são legitimas e se o povo grita junto é porque sente coletivamente necessidade de mudanças. Dito isso, reafirmo: somos o mesmo partido e mantemos nossa trajetória e coerência.
É comprovado e está na avaliação do povo que o governo do PT trouxe um conjunto de avanços para os mais pobres. Tais como: expansão das universidades públicas, PROUNI, Pronatec, geração de milhões de empregos, construção de hospitais, aumento real do salário mínimo, criou instâncias de defesa dos direitos dos negros e das mulheres.
Relembrar o passado é fundamental. O Governo de Wagner iniciou sua gestão com a segurança pública desmontada. Os seus primeiros passos garantiram inclusive os números que comemoramos hoje. Houve diminuição dos índices de violência na Bahia. Devolver a auto-estima dos trabalhadores, os primeiros reajustes, armamento, compra de viaturas, são alguns dos avanços recentes deste governo.
O “líder” do movimento grevista se chama Marcos Prisco. Sua trajetória é marcada por um acúmulo de legendas, pulando de partido em partido, passando pelo Psol e pelo PTC, e agora, o PSDB. Foi candidato pelo PTC e almeja a câmara de vereadores em 2013. A partir daí devemos avaliar tanto sensacionalismo, intransigência e necessidade de câmeras.
Sobre o DEM / PSDB / PMDB os motivos são óbvios, fazem disputa partidária. Devemos esperar pouco destes partidos. O DEM e o PSDB administraram a Bahia a maior parte do período da redemocratização até os dias de hoje. Pouco fizeram pelos mais pobres e agora jogam confete, sugerindo ações que não tiveram competência para fazer.
Sobre o PSTU, nem citarei muito. O PSTU é um partido jovem e equivocado. Na Bahia, ganharam o Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, junto com o PCdoB. O conteúdo programático dessa chapa com certeza foi a conveniência, já que defendem para Bahia e para o Brasil coisas muito diferentes. É um partido jovem pela sua idade e porque poucos ficam no partido após completar maioridade, ao menos intelectual. Já o Psol, nasceu de onde surge parte dos problemas do PT. O PT foi criado por suas massas: “o movimento social brasileiro” , sindicalistas, estudantes, mulheres, negros, gays, lésbicas, intelectuais e operários. O Psol foi criado por meia dúzia de intelectuais que pararam de fazer análise de conjuntura em 1917. Eles achavam que o PT era uma religião e não conseguiram dar conta de ser governo e ter que corrigir fluxos, afinal há gente não correta em todos os partidos. Com a greve o Psol, de forma irresponsável, espalhou a teoria do caos e reforçou alguns dos boatos da direita e da mídia golpista. Na minha opinião, um dos princípios socialistas é tentar manter-se no caminho do que é melhor para a classe trabalhadora e nesse sentido, a greve, tal como se deu, só provocou problema para o povo pobre. Tudo bem, disputa partidária sempre haverá. Mesmo assim, dos companheiros “filhos desgarrados do PT” esperava mais coerência. Sempre achei que a tática do quanto pior, melhor, era dos reacionários.
Outra mentira é a ausência do PT do cenário mais público. A Senadora Lídice da Mata chegou a Salvador com o Ministro da Justiça e o Senador Walter Pinheiro, que esteve todo o tempo sincronizado participando e ajudando nas negociações. Com exceção de um ou outro Deputado Estadual que se jogou no chão ao ver as câmeras, a atuação do legislativo foi de mediação e ajuda na construção do acordo. Nelson Pelegrino é um dos mais atuantes parlamentares da câmara, tem carinho especial por Salvador e tem participado das conversas.
É fundamental que essa greve acabe com um saldo positivo para todas as partes. É importante que os policiais que lutaram tenham suas vitórias. É necessário também utilizar os erros como instrumentos de aperfeiçoamento, tanto da greve, quanto da negociação coordenada pelo governo. O saldo incontestável é de que violência e intransigência não combinam com democracia. Unificação das políticas, aumento dos salários, carreira unificada, plano de cargos e salários são algumas propostas.
Para finalizar, todo o desgaste proposto tem como pano de fundo as eleições 2012. A disputa eleitoral faz com que a oposição use todos os fatos para diluir o projeto político dirigido pelo PT na Bahia. Nenhum desses movimentos de desgaste do governo pode fazer o povo esquecer que o governo do PT trouxe muitas vitórias para o povo. Em 2012, o debate será qual o melhor projeto para administrar as cidades.
Vida longa aos trabalhadores que lutam e vitória aos grevistas. Vida longa ao PT e sucesso ao governo Wagner.

Na Bahia, todos os dias são dias de polêmicas. Ultimamente, temos vistos boas e falsas polêmicas. Uma boa polêmica é a greve dos policiais, os impactos na vida dos baianos e o resultado dessa greve para nossa conjuntura. No entanto, quero me ater a falar um pouco sobre as falsas polêmicas.

Não há como negar que o PT participa e participou de todas as greves da Bahia. Óbvio, o PT nasce de uma construção dos movimentos sociais. Sendo assim, é natural ter petista nos movimentos populares da Bahia. Somos governo agora e não mudamos. Os petistas autênticos que mantém seus princípios defendem que nessa greve os trabalhadores possam expandir seus ganhos reais. O PT defende cada vez mais pressão do movimento social. O Brasil é administrado por várias forças conservadoras e nosso partido precisa do povo nas ruas para expandir avanços populares. Nem na greve de 2001 e nem nessa, defendemos saques, baderna, arma na cara de trabalhador, fogo em ônibus. Sendo assim, nem lá e nem cá mudamos. Todas as greves são legitimas e se o povo grita junto é porque sente coletivamente necessidade de mudanças. Dito isso, reafirmo: somos o mesmo partido e mantemos nossa trajetória e coerência.

É comprovado e está na avaliação do povo que o governo do PT trouxe um conjunto de avanços para os mais pobres. Tais como: expansão das universidades públicas, PROUNI, Pronatec, geração de milhões de empregos, construção de hospitais, aumento real do salário mínimo, criou instâncias de defesa dos direitos dos negros e das mulheres.

Relembrar o passado é fundamental. O Governo de Wagner iniciou sua gestão com a segurança pública desmontada. Os seus primeiros passos garantiram inclusive os números que comemoramos hoje. Houve diminuição dos índices de violência na Bahia. Devolver a auto-estima dos trabalhadores, os primeiros reajustes, armamento, compra de viaturas, são alguns dos avanços recentes deste governo.

O “líder” do movimento grevista se chama Marcos Prisco. Sua trajetória é marcada por um acúmulo de legendas, pulando de partido em partido, passando pelo Psol e pelo PTC, e agora, o PSDB. Foi candidato pelo PTC e almeja a câmara de vereadores em 2013. A partir daí devemos avaliar tanto sensacionalismo, intransigência e necessidade de câmeras.

Sobre o DEM / PSDB / PMDB os motivos são óbvios, fazem disputa partidária. Devemos esperar pouco destes partidos. O DEM e o PSDB administraram a Bahia a maior parte do período da redemocratização até os dias de hoje. Pouco fizeram pelos mais pobres e agora jogam confete, sugerindo ações que não tiveram competência para fazer.

Sobre o PSTU, nem citarei muito. O PSTU é um partido jovem e equivocado. Na Bahia, ganharam o Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, junto com o PCdoB. O conteúdo programático dessa chapa com certeza foi a conveniência, já que defendem para Bahia e para o Brasil coisas muito diferentes. É um partido jovem pela sua idade e porque poucos ficam no partido após completar maioridade, ao menos intelectual. Já o Psol, nasceu de onde surge parte dos problemas do PT. O PT foi criado por suas massas: “o movimento social brasileiro” , sindicalistas, estudantes, mulheres, negros, gays, lésbicas, intelectuais e operários. O Psol foi criado por meia dúzia de intelectuais que pararam de fazer análise de conjuntura em 1917. Eles achavam que o PT era uma religião e não conseguiram dar conta de ser governo e ter que corrigir fluxos, afinal há gente não correta em todos os partidos. Com a greve o Psol, de forma irresponsável, espalhou a teoria do caos e reforçou alguns dos boatos da direita e da mídia golpista. Na minha opinião, um dos princípios socialistas é tentar manter-se no caminho do que é melhor para a classe trabalhadora e nesse sentido, a greve, tal como se deu, só provocou problema para o povo pobre. Tudo bem, disputa partidária sempre haverá. Mesmo assim, dos companheiros “filhos desgarrados do PT” esperava mais coerência. Sempre achei que a tática do quanto pior, melhor, era dos reacionários.

Outra mentira é a ausência do PT do cenário mais público. A Senadora Lídice da Mata chegou a Salvador com o Ministro da Justiça e o Senador Walter Pinheiro, que esteve todo o tempo sincronizado participando e ajudando nas negociações. Com exceção de um ou outro Deputado Estadual que se jogou no chão ao ver as câmeras, a atuação do legislativo foi de mediação e ajuda na construção do acordo. Nelson Pelegrino é um dos mais atuantes parlamentares da câmara, tem carinho especial por Salvador e tem participado das conversas.

É fundamental que essa greve acabe com um saldo positivo para todas as partes. É importante que os policiais que lutaram tenham suas vitórias. É necessário também utilizar os erros como instrumentos de aperfeiçoamento, tanto da greve, quanto da negociação coordenada pelo governo. O saldo incontestável é de que violência e intransigência não combinam com democracia. Unificação das políticas, aumento dos salários, carreira unificada, plano de cargos e salários são algumas propostas.

Para finalizar, todo o desgaste proposto tem como pano de fundo as eleições 2012. A disputa eleitoral faz com que a oposição use todos os fatos para diluir o projeto político dirigido pelo PT na Bahia. Nenhum desses movimentos de desgaste do governo pode fazer o povo esquecer que o governo do PT trouxe muitas vitórias para o povo. Em 2012, o debate será qual o melhor projeto para administrar as cidades.

Vida longa aos trabalhadores que lutam e vitória aos grevistas. Vida longa ao PT e sucesso ao governo Wagner.

 

*Herlom Miguel é Secretário de Comunicação do PT de Salvador

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