Home / Conteúdos / Notícias / Pará: Em defesa de uma candidatura do PT ao governo estadual

Pará: Em defesa de uma candidatura do PT ao governo estadual

963130Por Cláudio Puty e Carlos Henrique Árabe *

O PT tem uma responsabilidade enorme em suas mãos. Sabemos que as elites são incapazes de mobilizar as forças necessárias para a construção de um desenvolvimento de novo tipo no Pará, o que, alías, não lhes interessa.

Somente o PT pode liderar um bloco de forças democráticas e populares que apresente alternativas para superarmos nossas enormes mazelas. Isso envolve alianças, sem dúvida. Alianças sociais, com movimentos organizados e com a opinião pública progressista. Alianças eleitorais, que podem ser muito amplas, contanto que resguardem um mínimo de coerência programática e que apontem para a transformação social.

Defendemos que  o PT liderere um bloco social de esquerda, que envolva partidos, correntes e movimentos sociais progressistas e que este bloco estabeleça uma relação com os partidos do  centro ou de setores não hegemônicos da burguesia (PMDB, PR, PTB, PP, etc) a partir de acordos programáticos mínimos.  Essa distinção é necessária para não criar símbolos incongruentes e não gerar conturbações, que inclusive marcaram nossa experiência frente ao governo do Pará.  A nitidez política na construção das alianças é questão fundamental.

Outro aspecto que é central para nosso futuro como partido, por ser cláusula pétrea na nossa relação com o povo é o fato de não podemos trair os interesses dos milhões de excluídos do campo e da cidade – jovens, mulheres, negros, lgbtts, militantes dos direitos humanos, da saúde e da educação pública, da reforma urbana, da cultura, do meio ambiente e da democratização dos meios de comunicação – sob a desculpa do sacrifício por um projeto nacional. Concordamos que nosso projeto de reeleição da presidenta Dilma é o ponto central na tática para 2014, mas esse objetivo não pode destruir simbólica e materialmente o PT, ao transformá-lo em sublegenda de projetos contraditórios com o nosso programa histórico.  Os objetivos do projeto nacional não podem ser antagônicos aos projetos de democratização institucional e afirmação de mudança progressista nos estados.

Temos clareza absoluta que o nosso principal adversário em 2014 – e nos anos vindouros – é o partido dirigente da direita, o núcleo mais dinâmico do projeto da burguesia de nosso estado: o PSDB. Ele é o principal empecilho para a construção de um Pará de todos e todas.

Somos, portanto, ardorosos defensores de que o PT apresente CANDIDATURA PRÓPRIA  para o governo do estado em 2014.  Estamos em um estado por nós recém governado e não faz sentido abrir mão de nosso  protagonismo em uma eleição que tem dois turnos. Além de causar confusão na nossa base social, a ideia de não lançar candidato empobrece terrivelmente o processo eleitoral e dá a chance para que outras forças políticas ocupem o espaço do PT no espectro da esquerda.

Abrir  mão de  candidatura própria significa evitar comparações entre nosso governo  e o do PSDB, já que PMDB compartilhou com os tucanos uma avaliação comum da gestão  Ana Júlia, o que os levou, inclusive, a apoiar Jatene no segundo turno das eleições de 2010.

De maneira prática, sabemos ainda que uma chapa única com o PMDB no primeiro turno carrearia menos votos para Dilma, tanto pela diminuição de palanques, quanto pela antecipação do segundo turno. Uma eleição curta e de frágil polarização é algo que interessa sobremaneira ao PSDB. Não podemos desaparecer sob escombros de acordos táticos. Nosso rumo é a tática vitoriosa da eleição de 2006. Dois palanques, em coordenação com nossos principais aliados nacionais, dentre eles, o PMDB.

* Cláudio Puty é deputado federal (PT-PA) e Carlos Henrique Árabe é membro da Executiva Nacional do PT. Ambos são membros da Coordenação Nacional da DS.

Veja também

Reino Unido continua vivendo impasse acerca da saída da União Europeia

Semana turbulenta no Reino Unido conforme se aproxima a data final para o país chegar a um acordo sobre sua saída da União Europeia, aprovado em um referendo em 2016 por uma pequena margem. Na última terça-feira (15) a proposta apresentada pelo governo da primeira-ministra Theresa May (Partido Conservador) foi rejeitada de forma contundente por 432 votos contrários e apenas 202 à favor, a maior derrota já sofrida por um governo na história da Grã-Bretanha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Comente com o Facebook