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‘Política da mentira’ dos EUA custou mais de 151 mil vidas no Iraque

Bush e a mídia que se alinhou ao seu discurso estão cada vez mais desmoralizados”, afirma vice-presidente do Parlamento do Mercosul. A guerra no Iraque é um dos temas do Dia de Mobilização e Ação Global neste sábado (26/1).

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), vice-presidente do Parlamento do Mercosul, afirmou nesta sexta-feira (25/1) que os Estados Unidos fizeram uso de uma “política da mentira” responsável pela morte de milhares de pessoas no Iraque.

“Os Estados Unidos adotaram a política da mentira para tentar justificar a invasão do Iraque em 2003, numa intervenção militar que já matou muito mais que 151 mil iraquianos”, constata Dr. Rosinha. “Bush e a mídia que se alinhou ao seu discurso estão cada vez mais desmoralizados.”

O parlamentar brasileiro se refere a um estudo divulgado esta semana por duas organizações jornalísticas sem fins lucrativos: o Centro pela Integridade Pública e o Fundo pela Independência no Jornalismo.

Conforme o levantamento, George W. Bush e seus auxiliares emitiram 935 declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança dos EUA nos dois anos que se seguiram aos ataques terroristas de 11/9. Das 935 declarações mentirosas, 259 foram feitas pelo presidente norte-americano.

O relatório conclui que houve “uma campanha organizada que direcionou efetivamente a opinião pública e, no processo, empurrou o país para uma guerra com decididas falsas pretensões”.

Os EUA mentiram deliberadamente sobre a existência de supostas armas de destruição em massa no Iraque e ligações do país com a Al Qaeda.

Contabilidade dos mortos

Cerca de 151 mil iraquianos foram mortos nos primeiros três anos após a invasão americana do país, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde e do governo do Iraque.

A nova estimativa cobre o período do início da guerra, março de 2003, até junho de 2006. Na verdade, o número verdadeiro pode nunca ser conhecido porque muitas das mortes não são relatadas em meio ao caos que vive o país —famílias simplesmente enterraram seus mortos antes do anoitecer do dia do falecimento, respeitando a tradição muçulmana.

As Nações Unidas pagaram mais de US$ 1,6 milhão pelo estudo, publicado no site do “New England Journal of Medicine”. O número é provavelmente maior, já que muitos iraquianos se viram forçados a deixar suas casas e não estavam presentes para responder a pesquisas e porque o Iraque é perigoso demais para estudos. Dois entrevistadores envolvidos no projeto foram mortos.

Neste sábado (26/1), Dr. Rosinha participa do Dia de Mobilização e Ação Global, que acontece simultaneamente em pelo menos 72 países como parte do Fórum Social Mundial. A guerra no Iraque será um dos temas abordados.

No Brasil, haverá manifestações em 19 cidades. Em Curitiba (PR), na Boca Maldita, a partir das 9 horas, será realizada uma marcha de mobilização para o Fórum Social do Mercosul, que ocorre na cidade no próximo mês de abril. Também será realizada uma “bicicletada”, às 10 horas, com saída na reitoria da UFPR. O objetivo é demonstrar a viabilidade da bicicleta como meio de transporte urbano.

• A pesquisa sobre as mentiras do governo dos EUA sobre o Iraque:
http://www.publicintegrity.org/WarCard/Default.aspx?src=home&context=overview&id=945

• O levantamento do número de mortos no Iraque entre março de 2003 e junho de 2006:
http://content.nejm.org/cgi/content/full/NEJMsa0707782v1

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