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RAUL PONT: Porto Alegre deve se posicionar como referência da luta democrática

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Ex-prefeito de Porto Alegre (RS), e candidato nestas eleições, Raul Pont (PT) afirma que as pessoas estão percebendo o que acontece no país sob o governo do golpista Michel Temer ( PMDB). No segundo dia da campanha, Pont inaugurou o comitê Centro-Sul da cidade.

“Não dá para esquecer o golpe em curso e as consequências para o povo de Porto Alegre”, disse ele. Retrocessos como o fim da política de valorização real do salário mínimo e o congelamento do orçamento em saúde e educação podem ser aprovados no Congresso Nacional.

Pela proposta de Temer, o orçamento só poderá crescer de acordo com a inflação do ano anterior. Isso só pode ocorrer com o fim dos gastos obrigatórios em saúde e educação, hoje garantidos na Constituição Federal.

“O congelamento não será só no governo federal”, alertou. No Rio Grande do Sul, os gastos com educação são de 35%, segundo o candidato.

Pont reafirmou que Porto Alegre vive uma crise administrativa, que pode ser resolvida com uma mudança de gestão. “Já governamos antes. Nós temos condição de melhorar a cidade”.

Segundo ele, há um reconhecimento muito grande do trabalho feito durante sua gestão, de 1997 a 2000.

Pont lembrou que a capital do RS recebeu quase R$ 1 bilhão de financiamento do governo federal, mas as obras não avançam por má gestão do município, hoje nas mãos de José Fortunati (PDT).

O candidato reforçou que a população já está sofrendo com a redução do programa Mais Médicos, criado pela presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).

“Não podemos abrir mão desses serviços”, disse. “Nem que a gente tenha de fazer um convênio direto”, afirmou ele, se referindo ao convênio que possibilitou a vinda de médicos cubanos para atuar nas periferias do país.

“Temos que colocar Porto Alegre de novo na resistência democrática, a ser uma referência contra o neoliberalismo”.

Raul lembrou da eleição de 1988, em que Olívio Dutra se elegeu prefeito pelo PT. “Aquela eleição que a gente sentia que a população não acreditava em ninguém, e a gente arrancou como azarão no páreo, e fomos para a rua, e passamos a transmitir alegria, confiança, projeto e ganhamos a eleição. E vamos ganhar de novo”, disse ele.

Por Clara Roman, de Porto Alegre, para a Agência PT de Notícias

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