Para entrar nesta onda gigante, você não pode se perder em marola

Nos próximos dias, especialistas em comunicação ligados ao campo democrático chamam para a formação de um grande mutirão digital para a vitória da democracia. Para isso, alertam para a estratégia e os cuidados nas redes sociais. O sociólogo Sérgio Amadeu, que presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação no primeiro governo Lula, estimula as pessoas a se somarem no que chama de “tsunami digital”.
O deputado federal, André Janones, coordena o canal de whatsapp “Exército do Lula”, que já ultrapassou os 7 milhões de participantes, onde a estratégia é o foco na ação. Na mesma linha, a iniciativa Pode Espalhar, uma rede nacional de militância digital e organização política criada pela Fundação Perseu Abramo em conjunto com o Partido dos Trabalhadores, estabelece missões diárias, com foco em conteúdos programáticos, para atuação da militância nas redes.
A soma destas iniciativas, cada uma com suas estratégias, resultaram na retomada de território nas redes da campanha Lula, superando o adversário em volume de conteúdos e alcance. No seu PodCast Tecnopolítica, Sérgio Amadeu explica que a formação do Tsunami Digital depende da postagem individual das pessoas, nas suas redes ou canais – seja um vídeo, uma foto ou um texto. “Ao fazer isso você está criando uma onda e informando o algoritmo destas redes que a campanha Lula é um assunto relevante”, comenta. “O algoritmo deles não pode deixar de pegar a tendência que está subindo e embalar nela porque ele vive de monetização”, explica Amadeu.
Para tanto, o sociólogo alerta que é preciso ignorar e não interagir com os conteúdos do adversário: não comentar, não compartilhar, não reagir: ou seja negar audiência para os conteúdos produzidos pela extrema-direita. E do lado de cá, seguir a receita repetida diariamente por André Janones:marca o coração, comenta, compartilha, vai no “aviãozinho” e manda no direct para seus amigos.
A tática do Exército do Lula vem alimentando a grande onda nas redes sociais. Exemplo disto, foi a convocação, com horário definido de postagem, de fotos das pessoas usando verde e amarelo e fazendo o L. Num dado momento do dia, um petista histórico comentou: “já estou com bolha no dedo de tanto curtir fotos da galera aqui no meu Facebook”.
Não alimentar marolas
Para a onda ser inquebrável, como defende Sérgio Amadeu, a militância, nestes últimos dias, precisa estar atenta às armadilhas. Isso é importante para não transformar marolas em grandes ondas. Muitos alertas e falsos comandos chegarão por whatsapp, com supostas orientações de campanha ou denúncias antecipadas de fraudes.
A dica é simples: não compartilhar, sem checar. Não tem tempo de checar? Então não passe adiante. Não colabore para criar alarmismos. Um exemplo deste tipo de mensagem é a suposta orientação de que a “turma ou o povo do Lula” precisa ir votar cedo, na primeira hora, porque depois do meio-dia as urnas podem ser danificadas.
Se todas as pessoas forem na primeira hora do dia votar, teremos filas imensas, demora, tumulto e isso pode fazer as pessoas desistirem de votar. Quem vai embora porque está demorando, não volta depois. Esta orientação é falsa e não vale como regra geral. No entanto, é de bom senso, em tempos de mudanças climáticas, ficar atento à previsão do tempo na sua cidade, para organizar o melhor horário para você ir votar.
Você é o melhor conteúdo para suas redes
Neste cenário de tantas dúvidas e inseguranças sobre a veracidade das informações, cada pessoa precisa ser farol da esperança nas suas redes sociais, no seu whatsapp, nos seus canais de comunicação. Não importa se você tem 50 seguidores, 500, 5 mil ou 5 milhões. Tem pessoas que estão nas suas redes porque admiram e respeitam você!
O Canal Pode Espalhar produz conteúdos, diariamente, com informações importantes. Ali está um excelente subsídio para a produção de postagens: pegue o vídeo e faça um react; não gosta de aparecer em vídeo, escreve um cartaz e faz uma foto; ou escreve a sua frase ou pergunta do dia nas redes. Cada iniciativa vai somar para formarmos, nos próximos dias, o grande tsunami digital da vitória da democracia.
Redação DS