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“Um Contratempo”, uma história de muitas versões | Joaquim Soriano

Li no Twitter do Fernando Haddad: “A arte de se construir versões de uma mesma história para condenar ou absolver um acusado. Bom filme. Um Contratempo (2016).”

Fui conferir e já tinha visto o filme. Há mais de ano, recomendado pelo meu filho mais novo, por indicação de um amigo seu.

O filme é interessante. Faz lembrar a frase de um jurista famoso: “Tem um morto no chão. Sangue. Um suspeito com a arma na mão. Se não houver um ‘processo’, não aconteceu nada!”

O filme trata de narrativas possíveis sobre assassinatos. Sendo estas dispostas pelas ordens do diretor. Portanto, não tem obrigações para com a realidade. Se basta no seu próprio argumento.

As sinopses que chamam a atenção para ver o filme buscam o melhor das novelas policiais de sucesso, tipo Agatha Christie: “Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair.”

Filme: Um Contratempo (2016)
Elenco: Mario Casas, Ana Wagener, José Coronado
Direção: Oriol Paulo
Disponível na Netflix.

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