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Avanços recentes e riscos de retrocesso

1588180Assessores diretos de Marina e Aécio defendem ensino pago nas universidades públicas

IGNACIO GODINHO DELGADO

Na tabela abaixo aparecem os dados relativos à evolução dos gastos diretos do MEC de 2004 a 2013. Observa-se uma elevação de 337,55%, com incrementos anuais significativos, a exceção de 2009, ano seguinte ao da eclosão da crise econômica internacional. Tal desempenho permitiu um impulso significativo na ampliação de unidades acadêmicas, vagas docentes e discentes, bolsas de iniciação científica e de pós-graduação, além de outros programas de apoio ao ensino, pesquisa e extensão. Quem trabalha e estuda nas universidades públicas federais (pobre USP) sabe que este é o melhor momento de sua trajetória. Com as iniciativas tomadas nos últimos anos, o Brasil avança na criação de condições –  pelo menos na dimensão da oferta de recursos humanos e desenvolvimento da pesquisa básica -, para o salto tecnológico que nos permitiria deslindar a armadilha da renda média, na qual podem se enredar os países que completaram sua transição rural-urbana e não têm mais como valer-se do trabalho barato como vantagem competitiva. E o faz com o reforço do ensino superior público, garantindo, ao lado de outras políticas, crescente democratização do acesso. Se dependermos de Eduardo Giannetti e Samuel Pessoa, principais assessores econômicos de Marina Silva e Aécio Neves, tudo isto vai por água abaixo, como o revelam os links que se seguem à tabela.


Gastos Diretos do MEC           

 

Ano 

Total

dos Gastos Diretos do MEC

 (em R$)

Crescimento  Anual

( %)

2004

 14.892.599.998,03

2005

 15.957.022.741,83

7,14

2006

 19.215.633.954,20

20,42

2007

 21.134.152.546,30

9,09

2008

 25.565.659.955,99

20,96

2009

 31.361.562.257,15

22,67

2010

 32.254.125.219,25

2,84

2011

 44.455.521.178,79

37,82

2012

 51.323.574.984,99

15,44

2013

 65.163.510.116,49

26,96

Total dos Gastos Diretos do MEC

337,55

Fonte: Portal da Transparência.
Disponível em http://www.portaltransparencia.gov.br/
Acesso em 03/06/2014.

Eduardo Giannetti e Samuel Pessôa defendem ensino pago na rede pública:

Giannetti defende o ensino pago nas Universidades
Assessor de economia de Marina defende que aluno da Unicamp pague mensalidade
Membro da equipe de Aécio defende a privatização da universidade pública
Universidade Paga

*IGNACIO GODINHO DELGADO é professor de História da UFJF

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