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Bruce Springsteen canta Victor Jara no Chile

1019546Do site Redecarstorphoto

Foi uma das últimas composições de Jara, antes de ser assassinado no golpe de Pinochet contra o Chile, em setembro de 1973. Victor Jara foi cantor chileno, professor, diretor de teatro, ativista político e membro do Partido Comunista do Chile.
Na manhã de 12/9/1973, Jara foi preso, com milhares de outros, e levado para o Estádio [de futebol] Nacional do Chile (rebatizado “Estadio Víctor Jara” em setembro de 2003). Nas horas e dias seguintes, muitos daqueles detidos foram torturados e mortos pelos militares golpistas. Jara foi brutalmente espancado; teve as mãos e costelas quebradas. Prisioneiros políticos no mesmo local contaram que os torturadores zombaram, dizendo que Jara tocasse violão para eles, quando jazia no chão com as mãos quebradas. Jara cantou-lhes versos de “Venceremos” (hino da coalizão Unidade Popular). Ouça a seguir:
Dia 16/9/1973, Jara foi assassinado a tiros de metralhadora, seu corpo foi jogado numa estrada nos arredores de Santiago. Encontrado e recolhido a um necrotério, encontraram-se no cadáver 44 balas.
Dia 3/12/2009, afinal se fez o funeral oficial, no “Galpón Víctor Jará”, em frente à “Plaza Brasil”. Jara foi homenageado por milhares de pessoas. Seus restos mortais foram re-sepultados no mesmo local em que fora sepultado em 1973. Dia 28/12/2012, um juiz chileno ordenou a prisão de oito ex-oficiais do Exército por participação no assassinato de Victor Jara. O mesmo juiz expediu mandato internacional de prisão para mais um deles, Pedro Barrientos Núñez, acusado de atirar contra a cabeça de Jara, numa sessão de tortura. Barrientos vive na Flórida, e as autoridades dos EUA até agora têm-se recusado a cumprir a ordem de prisão.
Dia 4/9/2013, o Centro pela Justiça e Transparência deu entrada em processo de acusação contra Pedro Barrientos numa corte dos EUA, em nome da viúva e filhos de Victor Jara. O CJT acusa Pedro Barrientos pelos crimes de detenção arbitrária; tratamento cruel, desumano ou degradante ou castigo de prisioneiro; execução extrajudicial; e de crimes contra a humanidade, nos termos do Estatuto Contra a Tortura [Alien Tort Statute (ATS)]; e de tortura e morte, nos termos Lei de Protecão às Vítimas de Tortura [orig. Torture Victim Protection Act (TVPA)], todos crimes ligados à morte de Víctor Jara. A queixa-crime acusa Barrientos como perpetrador direto do crime de assassinato de Víctor Jara, e como comandante, e colaborador indireto de outros crimes cometidos no Estádio Nacional do Chi

Bruce Springsteen e a banda E Street Band iniciaram a parte final do tour 2013 Wrecking Ball com um show de 29 canções, em três horas e 10 minutos na Movistar Arena em Santiago, Chile, na 5ª-feira (12/9/2013) à noite.

Foi o primeiro de quatro shows na América Latina, que terminará no Rock in Rio, dia 21/9. A única vez que Springsteen tocou na América do Sul foi em setembro de 1988, quando fez três shows.

Springsteen apresentou sua lista padrão de sucessos, mas outra vez começou com uma surpresa. Acompanhado só por Nils Lofgren no violão acústico e Curt Ramm no trumpete, Bruce cantou em espanhol, uma canção escrita por Victor Jara, intitulada “Manifiesto” [Manifesto]. Veja o video abaixo.

Foi uma das últimas composições de Jara, antes de ser assassinado no golpe de Pinochet contra o Chile, em setembro de 1973. Victor Jara foi cantor chileno, professor, diretor de teatro, ativista político e membro do Partido Comunista do Chile.

Na manhã de 12/9/1973, Jara foi preso, com milhares de outros, e levado para o Estádio [de futebol] Nacional do Chile (rebatizado “Estadio Víctor Jara” em setembro de 2003). Nas horas e dias seguintes, muitos daqueles detidos foram torturados e mortos pelos militares golpistas. Jara foi brutalmente espancado; teve as mãos e costelas quebradas. Prisioneiros políticos no mesmo local contaram que os torturadores zombaram, dizendo que Jara tocasse violão para eles, quando jazia no chão com as mãos quebradas. Jara cantou-lhes versos de “Venceremos” (hino da coalizão Unidade Popular). Ouça no segundo video abaixo.

Dia 16/9/1973, Jara foi assassinado a tiros de metralhadora, seu corpo foi jogado numa estrada nos arredores de Santiago. Encontrado e recolhido a um necrotério, encontraram-se no cadáver 44 balas.

Dia 3/12/2009, afinal se fez o funeral oficial, no “Galpón Víctor Jará”, em frente à “Plaza Brasil”. Jara foi homenageado por milhares de pessoas. Seus restos mortais foram re-sepultados no mesmo local em que fora sepultado em 1973. Dia 28/12/2012, um juiz chileno ordenou a prisão de oito ex-oficiais do Exército por participação no assassinato de Victor Jara. O mesmo juiz expediu mandato internacional de prisão para mais um deles, Pedro Barrientos Núñez, acusado de atirar contra a cabeça de Jara, numa sessão de tortura. Barrientos vive na Flórida, e as autoridades dos EUA até agora têm-se recusado a cumprir a ordem de prisão.

Dia 4/9/2013, o Centro pela Justiça e Transparência deu entrada em processo de acusação contra Pedro Barrientos numa corte dos EUA, em nome da viúva e filhos de Victor Jara. O CJT acusa Pedro Barrientos pelos crimes de detenção arbitrária; tratamento cruel, desumano ou degradante ou castigo de prisioneiro; execução extrajudicial; e de crimes contra a humanidade, nos termos do Estatuto Contra a Tortura [Alien Tort Statute (ATS)]; e de tortura e morte, nos termos Lei de Protecão às Vítimas de Tortura [orig. Torture Victim Protection Act (TVPA)], todos crimes ligados à morte de Víctor Jara. A queixa-crime acusa Barrientos como perpetrador direto do crime de assassinato de Víctor Jara, e como comandante, e colaborador indireto de outros crimes cometidos no Estádio Nacional do Chile.

Assista o vídeo clicando aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BVlNB_7HqbI

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