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Morre escritor Jorge Semprún

Junto com Fernando Claudin, também expulso do PCE no mesmo processo, foi referência para gerações que se formaram na crítica à degeneração burocrática da URSS e dos partidos da III Internacional stalinista.

Claudin, por vez, escreveu A Crise do Movimento Comunista (La crisis del movimiento comunista. De la Komintern al Kominform, Prefácio de Jorge Semprún, Ruedo Ibérico, París 1970), uma obra fundamental para o exame do impacto da “teoria” do socialismo num só país nas organizações comunistas no plano internacional.

Semprún foi também um  grande roteirista. Colocou literatura e política na cinema. Trabalhou com Costa Gravas (“Z”, “A Confissão”) e Alain Resnais (“A Guerra Acabou” e outros. Neste último tratou da dificuldade de construir uma alternativa política ao stalinismo.

O jornal espanho “El País” traz um conjunto de matérias sobre a vida e a obra de Semprún:
http://www.elpais.com/articulo/cultura/Muere/Semprun/memoria/siglo/XX/elpepicul/20110608elpepicul_1/Tes

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De qualquer forma, surpreende como políticos tentam fazer uso do caso para se projetar, comemorando o desfecho. Independente de possíveis divergências políticas, o que ocorreu hoje de manhã foi uma tragédia: pessoas devem estar traumatizadas, com medo; uma outra família deve estar chorando a perda de um ente. O caso escancara uma sociedade violenta e doente que comemora a morte ao vivo em rede nacional. Isso não é algo a ser comemorado. Vergonha que governantes assim o façam.

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