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Neuza é a nova presidente da CUT/RJ

neuza_siteEncerrou-se neste domingo, dia 21 de maio, o 12º Congresso Estadual da CUT (CECUT) do Rio de Janeiro. A CSD obteve uma grande vitória, elegendo a companheira Neuza Luzia Pinto a nova presidente da CUT-RJ.

A CSD priorizou neste congresso a consolidação de um campo político que representa as mudanças construídas no PT, resultado das ações da DS e dos recentes avanços no estado como a vitória da candidatura de Raul Pont a presidência nacional do PT. Desde o PED, e mais recentemente no Encontro Estadual do PT, vem se consolidando uma posição política que reorienta os rumos do partido. O lançamento da candidatura de Vladimir Palmeira e a definição de um arco de alianças em torno dos partidos de esquerda para as eleições deste ano somente foi possível pela unificação de um campo político que aglutinou os setores da esquerda do partido (dentre os quais o campo que a DS conformou a partir do PED com as correntes CES – Coletivo de Educadores Socialistas – e DP – Democracia Popular – além dos mandatos do senador Saturnino Braga e dos deputados Biscaia e Molon),e o deslocamento do antigo campo majoritário dos setores da Opção Socialista, Campo Democrático (da Deputada Cida Diogo) e principalmente da divisão no interior da Articulação, onde o deputado Jorge Bittar e o Prefeito de Niterói Godofredo Pinto, comandaram um racha nesta corrente reorientando uma nova política para o partido.

No movimento sindical, a urgente necessidade de reorientar os rumos da CUT-RJ foi o centro da preocupação deste campo político petista. Com esta orientação, construímos uma chapa que reuniu, além da CSD, o CES e a Federação dos Bancários (FEEB-RJ/ES) cujas principais lideranças são da corrente petista DP. Esta chapa apresentou a companheira Neuza (Sintufrj) candidata a presidente. A ArtSind se dividiu em duas chapas. Uma parte lançou o Darby (Sindicato dos Bancários) para presidente e a outra parte encabeçou outra chapa em composição com a CSC e o OT, tendo como candidato o Aurélio (Sindicato dos Químicos).

O setor que tinha o Darby como candidato retirou a sua chapa, somando-se a nossa, que permaneceu com a companheira Neuza como candidata a presidente. Ganhamos com 190 votos (CSD, CES, FEEB, parte da ArtSind) contra 152 da outra chapa (parte da ArtSind, CSC, OT).

Consideramos esta uma grande vitória para o sindicalismo cutista do Rio de Janeiro. Isto porque a CUT-RJ passa a ser dirigida pelos setores que coordenam os mais representativos sindicatos do estado. Destacamos, dentre eles, o SEPE, com uma representação de aproximadamente 25% do Congresso e forte presença da CSD e CES, que passa por um processo eleitoral acompanhado de um plebiscito sobre a permanência de sua filiação à CUT e que requer uma Central forte e unificada para se defender do divisionismo e o Sindicato dos Bancários do Rio, que reelegeu recentemente sua diretoria, numa disputa com o PSTU e que tem na CSD e na ArtSind suas principais referências. Outro aspecto importante a ser destacado é a presença da Federação dos Bancários na chapa. Com uma representatividade de 8 sindicatos dessa categoria em municípios distintos, garantem um processo de interiorização da Central. Em sua delegação, a CSD contava também com o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal (Sisejufe), que recentemente derrotou o esquerdismo divisionista nas eleições para a direção do sindicato.

Passamos de 8%, que era o nosso tamanho no último CECUT, para 15% neste congresso. Com nosso campo político (CSD, CES, DP) apresentamos uma chapa inicial que chegava a 22%. Unificamos na CUT um campo político construído desde a disputa do PT, deslocamos para essa política a maioria dos dirigentes sindicais petistas e elegemos uma histórica e combativa militante da CSD presidente da CUT-RJ.
Cabe agora ao conjunto dos militantes cutistas organizar o combate que se aproxima. É importante ressaltas as palavras da nova presidente da CUT, após o resultado da apuração: “A disputa interna na CUT se encerra aqui. A partir desta segunda-feira é tarefa de todos e de todas fortalecer a unidade do movimento contra o retorno da direita e contra os ataques do divisionismo esquerdista. A CUT retornará às ruas, mobilizando a classe trabalhadora contra o seu verdadeiro inimigo: o neoliberalismo”.

foto neusa

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