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Revista #DemocraciaSocialista8 disponível para baixar

Chegamos ao oitavo volume da Revista Democracia Socialista. Nessa edição, selecionamos três poemas de Helena Zelic, militante da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo, que expressam temas atuais, como o direito à história; as queimadas da Amazônia e suas consequências e a importância de mudar o mundo pela ação. Uma maneira de enfrentar essa conjuntura é transformar o “pessimismo da razão [e da sensibilidade], em otimismo da vontade.”

Homenageamos o militante da DS Gustavo Codas, que nos deixou recentemente e precocemente, destacando as contribuições de sua luta e trajetória para as tradições revolucionárias e interlocuções entre a esquerda socialista da América Latina. Apresentamos um texto introdutório e em seguida o último texto escrito por Gustavo sobre a conjuntura numa perspectiva latino-americana, publicado originalnente na coletânea coordenada por Matías Caciabue e Katu Arkonada, Mas allá de los monstruos, entre lo viejo que no termina de morir y lo nuevo que no termina de nacer (UniRío Editora, 2019) e traduzido para o português por seu filho e também militante da DS, Iuri.

Segundo Gustavo, para organizar a luta política devemos retornar aos debates interrompidos no século XX e atualizá-los incorporando as experiências recentes da onda progressista latino-americana, “as chaves devem ser busca- das nas vias de construção de hegemonias políticas e nas transformações da forma de Estado característica do liberalismo, para formar maiorias capazes de defender um projeto transformador das estruturas econômico-sociais e desenvolver instrumentos de democracia direta capazes de representar uma superação dialética das instituições projetadas com uma matriz liberal.”

Juarez Guimarães contribuiu para essa edição relacionando os conceitos de liberdade e direitos humanos a partir de Marx, ao longo da história; justamente numa conjuntura onde os direitos humanos vêm sendo agressivamente ataca- dos, como reflexão e princípio ético, tanto pelo neoliberalismo, quanto pelas linguagens políticas de tradição neofascistas. Segundo o autor, “parece ser fundamental neste contexto uma narrativa socialista democrática do processo histórico de for- mação, sentido e futuro dos direitos humanos. Em uma época na qual as correntes dominantes do liberalismo contemporâneo desertam ou se omitem em uma defesa plena e articulada dos direitos humanos, se as esquerdas não ocuparem este lu- gar, ele ficará vazio ou dramaticamente enfraquecido.”

Em novembro de 2019, será realizado em Cuba o Encontro Anti-imperialista, de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo. Tica Moreno, integrante da MMM e da equipe da SOF, entrevistou a cubana Llanisca, integrante do Centro Martin Luther King e do capítulo cubano dos movimentos sociais integrante da Marcha Mundial das Mulheres em Cuba, durante um encontro da Jornada Continental em preparação para o Encontro.

A conversa com a companheira cubana contribuí, entre outras questões relevantes, para refletirmos sobre os desafios do socialismo em Cuba hoje, a partir do que é concreto e do que é simbólico; o socialismo como um processo de construção e disputa permanente; seu componente democrático e de participação popular como desafio e necessidade incontornável; sobre a importância da articulação internacional, para enfrentar o poder e controle das transnacionais e discutir e or- ganizar a solidariedade nesse momento de ofensiva da direita tanto em relações aos governos alvos do imperialismo, quanto contra os povos e movimentos sociais em luta.

Incorporamos aos nossos debates um dos textos sobre o filme Bacurau, de autoria de Ricardo Musse, pesquisador e docente que circula entre os estudos de filosofia e de sociologia. Publicado inicialmente no sítio eletrônico A terra é redonda, aproveitamos para agradecer ao autor e ao portal – que reúne textos de intelectuais, acadêmicos e ativistas-, pela contribuição.

Em cartaz há quase dois meses nos cinemas de todo o país, o longa conta com um público de quase 1.000.000 de espectadores e uma longa lista de conversas e textos críticos produzidos sobre o mesmo. A trama gira em torno da resistência do povoado fictício de Pernambuco que empresta títu- lo ao filme. Transitando por gêneros como faroeste, o suspense e o terror, Bacurau é um filme sobre a situação do Brasil contemporâneo, olhando para o futuro. Para os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o longa é sobre gente, sobre viver em sociedade, terror, violência e delicadeza.

Vamos ao debate.

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