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Dilma dá posse aos membros da Comissão da Verdade

Brasília - DF, 16/05/2012. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Instalação da Comissão Nacional da Verdade, no Palácio do Planalto Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Brasília – DF, 16/05/2012. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Instalação da Comissão Nacional da Verdade, no Palácio do Planalto Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“O medo pode adiar a verdade, mas o tempo acaba por trazer a luz. Hoje, esse tempo chegou”. Com essas palavras, a presidenta Dilma Roussef encerrou seu discurso durante a posse dos sete membros da Comissão Nacional da Verdade. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (16), e contou com a presença dos quatro ex-presidentes da República, ainda vivos, do período pós-ditadura. Dilma fez questão também de lembrar dos falecidos Tancredo Neves e Itamar Franco em seu pronunciamento.

O discurso da presidenta arrancou aplausos do público presente à cerimônia em vários momentos. Dilma fez questão de afirmar que a Comissão “não é movida pelo revanchismo ou ódio, mas pela necessidade da verdade sem vetos e sem proibição” e se emocionou ao lembrar dos mortos e desaparecidos durante a ditadura:

“O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”, acrescentou.

Trabalhos

A Comissão deve iniciar os trabalhos ainda hoje e terá o prazo de dois anos para realizar a investigação de crimes contra os direitos humanos, principalmente no período da última ditadura do país, entre 1964 e 1985. Durante as investigações, a comisão poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias. A comissão não terá poder, no entanto, para levar eventuais responsáveis à Justiça.

O advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça discursou em nome dos demais conselheiros e disse que a instalação da Comissão significa um passo relevante para a consolidação da sociedade democrática brasileira, virando uma página dolorosa da nossa história.

O ex-ministro destacou as ações para a instalação da comissão realizadas nos governos FHC e Lula e afirmou que Dilma “marca seu governo com a coragem de assumir um definitivo compromisso com a verdade desse capítulo sombrio de nossa história”.

Integrantes

Os sete integrantes do grupo são: o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, o ex-Procurador-Geral da República, Claudio Fontelles, a advogada de Dilma na ditadura, Rosa Maria Cardoso da Cunha, o diplomata e acadêmico Paulo Sérgio Pinheiro, a psicanalista Maria Rita Kehl e o jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho.

Ao falar sobre os membros da Comissão, Dilma afirmou que eles foram escolhidos pela competência e pela capacidade de entender a dimensão do trabalho que vão executar:

“Ao convidar os sete brasileiros que aqui estão que integrarão a Comissão da Verdade, não fui movida por critérios pessoais ou por avaliações subjetivas. Escolhi um grupo plural de cidadãos e cidadãs de reconhecida competência, sensatos e ponderados, preocupados com a justiça e o equilíbrio,e acima de tudo, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar”, declarou a presidente.

* Com informações do site do JB e do Blog do Planalto 

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