
O Brasil vive hoje a maior ameaça mundial iminente da instalação de um governo fascista, após a destruição de sua democracia. É preciso compreender este fenômeno novo inscrito no caos da ordem neoliberal.

Quem definir a agenda neste segundo turno, inserindo-a em uma narrativa coerente, provavelmente será vitorioso. O grande desafio da campanha de Haddad/Manuela é construir esta agenda, potencialmente majoritária, e apresentar-se como quem, representando a herança e o sonho de Lula, é capaz de vencer o grande inimigo dos direitos do povo brasileiro, que é Bolsonaro.

Haddad não pode transformar-se em uma tábua de salvação para o sistema político rejeitado pelo povo, e sim a sua refundação democrática e cidadã, baseada na retomada da esperança e das oportunidades para o país.

Mais discreta, mas mil vezes mais eficiente que o apoio explícito da TV Record, a cobertura do Jornal Nacional esteve no centro das iniciativas para produzir a ofensiva Bolsonaro dos últimos dez dias de campanha no primeiro turno.

Em meio a um processo eleitoral onde o país busca encontrar saídas para a imensa crise que vivemos, o Governo Temer (MDB, PSDB, DEM, “Centrão”, etc.) dá sequência a verdadeira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma, em carta, que o país está muito perto de decidir entre dois projetos, “o que promove o desenvolvimento e aquele para tornar os ricos mais ricos”. O presidente de honra do PT, que está preso, em Curitiba, acusa que sua candidatura foi cassada “para impedir a livre expressão popular”. Lula reforça a tese petista de que o impeachment de Dilma Rousseff foi um golpe parlamentar e acusa seus responsáveis de, agora, estarem em vias de apoiar o nome “da serpente fascista”: “Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização”.

A candidatura Bolsonaro-Mourão é o casamento da paixão da barbárie com a razão da barbárie e parece ser contra ela que a chapa Haddad-Manuela organizará a sua polarização política contra a continuidade do programa do golpe.

Em artigo, o cientista político Wagner Romão debate a polarização e a fragilidade democrática no Brasil.

“Não há mais condições de rompermos a crise do sistema eleitoral e partidário sem apontarmos para a sociedade a formação de um bloco sólido, plural, mas unificado em torno de um programa comum que a população se identifique. A eleição precisa ter o caráter pedagógico da identidade com um programa, um projeto de longo prazo, animado por uma Frente política ampla mas com uma coerência programática e objetivos comuns”, defende Raul Pont.

Carta Aberta da Democracia Socialista – Tendência interna do PT – à militância do Partido dos Trabalhadores e ao povo do Tocantins.

Para o ex-prefeito de Porto Alegre, governo enfraquece Empresa Gaúcha de Rodovias para favorecer o “enriquecimento privado e ilícito”.

Encontro aprovou que o PT não terá candidatura ao Senado mesmo tendo um Senador eleito em 2010, José Pimentel, que honrou e desejava renovar seu mandato, tendo outros nomes à disposição do partido, como os da Deputada Federal Luizianne Lins e do Deputado José Guimarães e tendo duas vagas à sua disposição, conforme permite a legislação eleitoral.

O caos econômico, social e institucional instalado pelo golpe e seu programa neoliberal radical a partir da destituição da presidenta Dilma atinge em 2018 seu momento crítico. A vida do

Ortellado expressa uma visão que faz a crítica da “narrativa” petista sem que se pesem os retrocessos ocorridos após a destituição de Dilma. Hoje, os grupos que mandam no país não mais têm que lidar com o PT à frente do poder executivo federal. Pode ser pouco para Ortellado, que elabora sua crítica sob o manto de um pseudo-descortinamento da realidade que não considera os percalços e aprendizados do experimentar a política. Mas o povo pé-no-chão que quer Lula e o PT de novo no poder sabe muito bem o que está em jogo nestas eleições.

Ao longo dos últimos 30 anos, refluiu o ativismo de esquerda, aquele que conectava local de trabalho e local de moradia – e se realizava em paróquias, associações ou subsedes sindicais. Em seu lugar, cresceu um outro organizador de rotinas, aspirações e desejos – as igrejas evangélicas, que se multiplicaram, precisamente, depois de 1980. Uma escola de política se esvaziava, uma outra se erguia.