
Pensar e elaborar uma base comum programática para os mais de 5.500 municípios brasileiros, profundamente diferentes em suas condições de população socioeconômicas, meio ambiente e de formação histórico cultural é impossível, mas o que importa é o método e uma estratégia comum que o partido deve orientar. Nesse sentido, o esforço desta contribuição é assentar esta estratégia comum na concepção de radicalização democrática popular, com partidos aliados e movimentos sociais, através da participação popular direta e organizada na busca de nova governabilidade e legitimidade baseadas na democracia participativa.

Para deter o genocídio em curso – o maior da história do povo brasileiro desde o fim da escravidão -, é preciso constituir já uma autoridade nacional sanitária democrática.

É legitima a afirmação simultânea de “Fora Bolsonaro” e “Fora Interventor”. Expressa a luta contra a entrega da soberania nacional aqui representada pelos centros de pesquisa; pela rede pública de educação e de saúde; pelo financiamento pleno do SUS; pelo fortalecimento da agricultura familiar; pela preservação ambiental e pelo desenvolvimento do conhecimento, da pesquisa e da inovação científica.

Em meio à calamidade sanitária decorrente da pandemia do Covid-19, o governo Bolsonaro mergulhou numa profunda crise de governo, que desencadeou inédita crise institucional.

Há matéria suficiente para visualização de impeachment, enquadramento criminal e cassação parlamentar entre as mais diversas pessoas destacadas. Entre as inúmeras constatações e questionamentos, duas certezas: foram todas cúmplices e, muito provavelmente, todas se comprovarão culpadas. Jogaram os escrúpulos às favas e terão que responder por isso.

Somente eleição direta faz um governo legítimo. Fora, Bolsonaro e eleições presidenciais, já!

Dirigentes partidários e militantes do Partido dos Trabalhadores lançaram em plenária virtual o manifesto “Em defesa da vida, Fora Bolsonaro”. O documento defende um fim democrático ao governo Bolsonaro, com substituição por uma alternativa democrática e popular capaz de aplicar um programa de reconstrução nacional que rompa com o neoliberalismo. Em menos de 24 horas o manifesto já alcançou mais de 7 mil assinaturas.

É legítima a luta pelo fim democrático do governo Bolsonaro, absolutamente necessária para impedir o genocídio e para salvar emprego e renda do povo e reconstruir a nação.

Em transmissão ao vivo, realizada na última quarta (15), o ex-ministro Miguel Rossetto e o Professor Marcio Pochmann debateram o tema da proteção aos trabalhadores nesses tempo de epidemia.

A estratégia definida pela direita, da qual participa Mandetta, é de fazer a disputa com Bolsonaro, até o ‘insuportável’ e, o insuportável é construir-se como vítima.

Quando achamos que nada mais vai nos surpreender quanto ao egoísmo de nossas elites eis que vem a Câmara dos Deputados e mostra que este poço, efetivamente não tem fundo. No meio da madrugada, jogou às favas a decência e aprovou um dos mais escandalosos atos legislativos que se tem notícia. Em meio à madrugada, em meio à pandemia, em meio à mortandade mascarada pelos números oficiais, aprovou a MP 905 que massacra de vez os direitos dos trabalhadores.

Esta característica de Bolsonaro já foi bem demostrada em suas inúmeras declarações racistas, machistas e homofóbicas.

Em tempos de pandemia da Covid-19 e de grandes incertezas quanto às medidas a serem tomadas para que a saúde dos brasileiros e brasileiras e da economia seja assegurada, o “GT – Mundos do Trabalho: Reformas”, do CESIT/IE/Unicamp, com a presente nota, traz elementos que contribuam para desnudar a falsa dicotomia entre preservar a vida via isolamento ou salvar a economia, bem como para a elaboração de políticas públicas que assegurem trabalho, renda e o direito à saúde e à vida.

A pandemia do Coronavírus escancara a incapacidade do capitalismo de resolver as crises social, econômica, política e sanitária, e com isso a necessidade de repensar o papel do Estado, de fortalecer o serviço público como instrumento fundamental da proteção social e por fim ao neoliberalismo.
Encontros virtuais acontecerão semanalmente, a partir do dia 15 de abril, com a discussão das obras As ruínas do neoliberalismo e A teoria da revolução no jovem Marx, de Wendy Brown e Michael Löwy, respectivamente. Inscreva-se!