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Há três anos perdíamos Marco Aurélio Garcia

Em 20 de julho de 2017, o PT perdia um dos seus mais destacados dirigentes. Marco Aurélio Garcia falecia vítima de um infarto fulminante aos 76 anos de idade.

Para registrar o terceiro ano de sua morte, relembramos as palavras escritas naquela ocasião pelo companheiro Gustavo Codas, que veio a falecer em 11 de agosto do ano passado.

“Morreu hoje 20.7.2017, aos 76 anos, Marco Aurélio Garcia. Um intelectual e militante de esquerda, brasileiro, Latino-Americano e internacionalista. Nos anos 1950/60 foi militante do PCB e depois da Polop. Exilado no Chile foi líder do MIR. Ao retornar ao Brasil, de um segundo exílio na França, foi fundador do PT, em 1980. O conheci como secretário de Relações Internacionais do PT. Em 1990, teve papel destacado na fundação do Foro de S. Paulo, do qual foi secretário-executivo durante vários anos. Como assessor especial de Relações Internacionais da Presidência de Lula, foi figura chave para o sucesso nas negociações Paraguai-Brasil em 2008-09, em todas as iniciativas integracionistas e de relações Sul-Sul que foram impulsionadas e na estratégia que resultou na rejeição da Alca.
Estava em plena atividade. Na sexta-feira, 14 de julho, estivemos em um seminário de três fundações partidárias, onde ele expôs, em representação da Fundação Perseu Abramo, do PT, o documento sobre as perspectivas políticas das esquerda no Brasil.
Em 2008, no ato que fizemos para lembrar a nossa amiga comum Nani Stuart, recém-falecida, Marco Aurélio se referiu à dificuldade que temos os ateus na hora de fazer discursos frente à morte de camaradas. Ele lembrou o que disse Simone de Beauvoir quando morreu Sartre. Não consiguiria reproduzir as palavras exatas. Mas era algo como que quando um dos nossos morre, permanece em nós, na nossa memória e sobretudo na continuidade que damos ao seu legado, às suas lutas. Por isso, Marco Aurélio continua presente!”

E também as palavras do Raul Pont : “Perda irreparável para a esquerda brasileira. Há mais de 50 anos começamos a dissidência no velho PCB, buscando construir um partido classista e democrático. Nos reencontram os no PT. Ele e Beth [Lobo] sempre foram referências para a esquerda gaúcha. Um grande abraço e forte solidariedade a família.”

Em homenagem a seu conselheiro, a Fundação Perseu Abramo editou a Coleção MAG, composta de três volumes dedicados a resgatar artigos de Marco Aurélio Garcia desde os anos 1970: A Opção Sul-AmericanaConstruir o Amanhã e Notas para Uma História dos Trabalhadores. Disponíveis em nossa Biblioteca Virtual. (Portal da Fundação Perseu Abramo)

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